Blog do Rogério Silva - Notícias em tempo real

Penha vistoria construção da ala pediátrica do Hospital Aldenora Bello

Os serviços de construção da ala pediátrica do Hospital Aldenora Bello foram vistoriados na tarde desta quarta-feira (14) pelos vereadores que destinaram a emenda coletiva de R$ 12 milhões para custear a obra. Na visita, o vereador Raimundo Penha destacou a importância da ampliação do número de leitos hospitalares – de 27 para 63 – para o tratamento de crianças com câncer no Maranhão, que devem ser inaugurados em março de 2027.

“Foi a mais importante mobilização da Câmara de São Luís em favor da saúde das nossas crianças, por isso vamos acompanhar de perto a aplicação dos recursos que viabilizamos e o andamento dos trabalhos para que o Hospital Aldenora Bello possa oferecer melhor atendimento infantil na luta contra o câncer”, enfatizou Raimundo Penha, que foi um dos articuladores da emenda coletiva para a construção da ala pediátrica.

Antes de iniciar a vistoria, o médico Antônio Dino, presidente da Fundação Antônio Dino, explicou que o projeto anteriormente apresentado aos vereadores sofreu algumas alterações para dar espaço às 11 UTIs (uma delas de isolamento) que serão instaladas em apartamentos individualizados. Por isso, a nova ala pediátrica terá efetivamente três pisos: no primeiro funcionarão o ambulatório e a emergência pediátrica; no segundo serão instalados os 11 leitos de UTI e uma enfermaria com 16 leitos, e o terceiro piso abrigará a enfermaria maior, com 36 leitos de internação infantil.

Os trabalhos na nova ala estão concentrados atualmente no terceiro piso e a previsão é que os novos leitos sejam inaugurados em março de 2027. Antônio Dino destacou que a obra segue todas as normas sanitárias e possibilitará tratamento humanizado às crianças com câncer, possibilitando que elas sejam atendidas desde a fase do diagnóstico. “Nós agradecemos ao Raimundo Penha e aos demais vereadores que abraçaram essa causa e tornaram possível a construção da ala pediátrica do Aldenora Bello”, enfatizou ele.

Também participaram da vistoria os vereadores Clara Gomes, Thay Evangelista, Concita Pinto, Professora Magnólia, Jhonatan do Coletivo Nós e Andrey Monteiro. O Hospital do Câncer Aldenora Bello (HCAB) é a única instituição do Maranhão com atendimento especializado em oncologia pediátrica e oferece assistência integralmente gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto da nova ala inclui área de vivência para possibilitar assistência humanizada aos pacientes e seus familiares.

Operação cumpre 74 mandados contra tráfico de drogas no MA e mais 4 estados

A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, nesta quarta-feira (14), a Operação Vips, uma ofensiva interestadual de combate ao tráfico de drogas, à associação para o tráfico e à lavagem de dinheiro. A ação mobilizou mais de 250 policiais civis para o cumprimento de 74 mandados judiciais em cinco estados brasileiros. Até o momento, 25 pessoas foram presas.

Coordenada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) de Imperatriz, a operação tem como alvo pessoas investigadas por envolvimento em atividades relacionadas ao tráfico de entorpecentes e à movimentação de recursos financeiros provenientes de atividades criminosas.

Ao todo, foram expedidos 32 mandados de prisão e 42 mandados de busca e apreensão, cumpridos em municípios do Maranhão e em cidades do Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso. No território maranhense, as ações também alcançaram São Luís e municípios da Região Metropolitana.

Além das medidas de prisão e busca, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados, cujos valores ultrapassam R$ 6 milhões. As medidas patrimoniais buscam atingir os recursos financeiros associados às atividades investigadas e impedir sua utilização pelos grupos envolvidos.

Atuação integrada em cinco estados – A operação contou com o apoio da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (Feisp), da Guarda Municipal de Imperatriz e do Centro Tático Aéreo (CTA), além da mobilização das equipes policiais responsáveis pelo cumprimento das ordens judiciais nos estados envolvidos.

Receita Federal retém R$ 3 milhões em mercadorias ilegais no MA

A Receita Federal reteve aproximadamente R$ 3 milhões em mercadorias estrangeiras introduzidas irregularmente no País durante operação realizada no sudoeste do Maranhão.A ação concentrou fiscalizações nos municípios de Imperatriz, Porto Franco e Estreito.

De acordo com o balanço divulgado pelo Fisco, cerca de R$ 1,6 milhão do total corresponde apenas a aparelhos celulares. Entre os itens estão unidades do iPhone 18 Pro Max, modelo lançado recentemente no mercado internacional e de alto valor comercial.

Além dos smartphones, a fiscalização apreendeu tablets, drones, cigarros eletrônicos, perfumes e outros equipamentos eletrônicos sem comprovação de importação regular.

Fiscalização em corredores logísticos – Para identificar as irregularidades, os auditores-fiscais realizaram vistorias em transportadoras, estabelecimentos comerciais, centros de distribuição e veículos de carga que circulavam pelos principais corredores logísticos da região.

A escolha de Imperatriz como foco central não é por acaso. Localizada em um dos principais entroncamentos logísticos entre as regiões Norte e Nordeste, a cidade concentra fluxos de mercadorias transportadas por rodovias e ferrovias estratégicas, funcionando como um centro de distribuição regional.

A operação foi coordenada pela Divisão de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da 3ª Região Fiscal, com apoio da Força Especial de Repressão Aduaneira Nacional, vinculada à Coordenação-Geral de Combate ao Contrabando e Descaminho (Corep).

As mercadorias apreendidas foram encaminhadas para depósito da Receita Federal e ficarão à disposição dos procedimentos legais previstos para casos de contrabando e descaminho. A ação faz parte do trabalho rotineiro de fiscalização para combater a entrada irregular de produtos estrangeiros no Brasil.

PIB do Maranhão cresce 3,1% no 2º tri e supera médias do Nordeste e do Brasil

A economia do Maranhão registrou crescimento de 3,1% no segundo trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado superou as taxas observadas no Nordeste (2,6%) e no Brasil (2%), evidenciando o desempenho positivo da atividade econômica estadual.

Os dados estão disponíveis na publicação PIB Trimestral do Maranhão, elaborada pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc). O levantamento acompanha a evolução da economia maranhense e o comportamento dos principais setores produtivos.

Na comparação entre o segundo e o primeiro trimestre de 2026, o crescimento foi de 0,2%, abaixo dos resultados do Nordeste (0,7%) e do Brasil (0,5%). Já no acumulado dos trimestres de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, o Maranhão apresentou expansão de 4,2%, reforçando o resultado positivo da atividade econômica estadual ao longo do ano.

Entre os setores analisados, a agropecuária apresentou o maior crescimento no Maranhão, com alta de 9,1% no segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado ficou acima dos registrados no Nordeste (6,7%) e no Brasil (6,8%).

O desempenho foi favorecido pela colheita de grãos, com destaque para o movimento dos cultivos de sorgo, algodão, feijão e milho, além de tomate e amendoim. Os resultados reforçam a importância da produção agrícola para a dinâmica econômica estadual e apontam perspectivas positivas para o setor nos próximos trimestres.

A indústria maranhense alcançou o segundo maior crescimento setorial, com expansão de 6,8% na comparação entre o segundo trimestre de 2026 e o mesmo período de 2025. O resultado superou em 5,3 pontos percentuais o desempenho tanto nacional quanto o do Nordeste, que registraram crescimento de 1,5%.

Todas as atividades industriais apresentaram crescimento no acumulado do ano: indústrias extrativas (10,6%), indústrias de transformação (15,2%), água, esgoto e energia (15,1%) e construção (5,6%). Os resultados demonstram a contribuição dos diferentes segmentos industriais para a expansão da economia maranhense.

O setor de serviços registrou crescimento de 1,3% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado ficou abaixo das taxas do Nordeste (2,4%) e do Brasil (1,5%).

Entre as atividades que apresentaram os melhores resultados estão finanças e outras atividades de serviços, ambas com crescimento de 3,8%, seguidas pelas atividades imobiliárias (2,7%) e pelo comércio (2,4%). Por outro lado, houve retração nos segmentos de informação e comunicação (-4,9%), transportes (-2,4%) e administração pública (-0,3%). Apesar dos resultados negativos em algumas atividades, o setor de serviços manteve variação positiva no período.

O desempenho do PIB no segundo trimestre de 2026 evidencia a contribuição da agropecuária e da indústria para o crescimento da economia estadual, enquanto o setor de serviços apresentou expansão mais moderada.

Os resultados positivos no acumulado do ano reforçam a importância dos investimentos públicos e privados e da dinâmica das diferentes atividades produtivas para a economia do Maranhão. A continuidade desse desempenho dependerá da evolução dos setores econômicos ao longo dos próximos trimestres.

O material com os dados detalhados do desempenho econômico estadual pode ser consultado no site do Imesc: www.imesc.ma.gov.br.

Geração de empregos perde ritmo e comércio sente efeito dos juros altos

O mercado de trabalho brasileiro segue gerando empregos formais, mas em ritmo menor. Entre janeiro e julho de 2026, foram criados 972,2 mil postos com carteira assinada, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (Novo Caged). O volume é 29% inferior ao do mesmo período de 2025.

Apesar da desaceleração, os indicadores apontam ocupação aquecida. A taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, de acordo com a PNAD Contínua do  IBGE,

O total de trabalhadores por conta própria ficou estável em 26,1 milhões. O de trabalhadores domésticos também, em 5,5 milhões.

A perda de fôlego atinge a maioria dos setores. A exceção é a construção civil, que abriu 180,4 mil vagas formais no período, alta de 2% na comparação anual. O setor segue ao lado de serviços como principal sustentação da mão de obra.

Serviços gerou o maior volume, com 591,5 mil postos, mas com queda de 15% sobre 2025. Na indústria, o saldo foi de 154 mil vagas, recuo de 40%. Na agropecuária, foram 51,4 mil vagas, queda de 51%.

Os dados não indicam redução do estoque de empregos, mas desaceleração no ritmo de contratação, em linha com o arrefecimento da atividade econômica.

Comércio no vermelho – O comércio registrou o pior desempenho entre os grandes setores. Acumulou saldo negativo de janeiro a julho, puxado pelo varejo, que fechou 51,7 mil vagas formais. No mesmo intervalo de 2025, havia aberto 44,1 mil postos.

O atacado e o comércio de veículos automotores permaneceram no positivo, mas também perderam velocidade, com queda de 48% e de 44% na geração de vagas, respectivamente.

O desempenho fraco ocorre em cenário de juros elevados, maior comprometimento da renda com dívidas e crédito mais restrito, fatores que afetam sobretudo bens de maior valor, como móveis e eletrodomésticos.

Os números da Pesquisa Mensal de Comércio reforçam o quadro. Em julho, o volume de vendas do varejo caiu 0,8% ante junho, já descontada a sazonalidade. O segmento de móveis e eletrodomésticos recuou 4,9%, a maior queda desde dezembro de 2023, quando havia caído 6,6%.

Para a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o crédito caro e o endividamento das famílias continuam travando a retomada das compras de maior valor.

Dinheiro esquecido em bancos por brasileiros sobe para R$ 5,8 bilhões

O volume de dinheiro esquecido por brasileiros em bancos e outras instituições financeiras soma cerca de R$ 5,79 bilhões em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (13), pelo Banco Central. O montante representa alta em relação a julho, quando havia aproximadamente R$ 5,6 bilhões disponíveis para resgate.

Do total, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,9 milhões de pessoas físicas e R$ 1,48 bilhão a 2,36 milhões de empresas. Os recursos são referentes a contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, cotas de consórcio e outras situações que geram devolução.

Até agosto, o Banco Central devolveu R$ 16,4 bilhões por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR), sendo R$ 12,1 bilhões para pessoas físicas e R$ 4,3 bilhões para pessoas jurídicas.

Os bancos concentram a maior parte dos valores esquecidos, seguidos por administradoras de consórcio, cooperativas e instituições de pagamento. A maior parte é de pequenas quantias. Segundo o BC, 69,44% correspondem a valores de até R$ 10, enquanto quantias acima de R$ 1 mil representam apenas 2,21% do total.

Desde 27 de maio de 2025, o sistema permite habilitar a solicitação automática de resgate, que autoriza a devolução sem necessidade de novas consultas.

Para consultar e sacar, é necessário acessar o site do Sistema de Valores a Receber no portal do Banco Central, fazer login na conta Gov.br nível prata ou ouro, aceitar o termo de responsabilidade e verificar o valor, a instituição e a origem do recurso. O resgate pode ser feito via Pix, em até 12 dias úteis, ou diretamente na instituição indicada para quem não possui Pix.

O Banco Central alerta que a consulta e o resgate são gratuitos e devem ser feitos apenas pelos canais oficiais, sem cobrança antecipada ou pedido de senha.

PRF registra 9 acidentes com 3 mortes e apreende 152 kg de cocaína em operação no MA

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou nove acidentes de trânsito com três mortes durante a Operação Nossa Senhora Aparecida 2026, realizada entre os dias 9 e 12 de outubro nas rodovias federais do Maranhão. O balanço aponta ainda a recuperação de cinco veículos roubados e a apreensão de 152 quilos de cloridrato de cocaína em São Luís.

Durante os quatro dias de operação, a PRF intensificou a fiscalização para reduzir acidentes, combater infrações e enfrentar a criminalidade, com foco nos trechos e horários de maior movimentação.

Foram realizados 3.483 procedimentos de fiscalização de pessoas e 2.883 de veículos, além de 1.215 testes de alcoolemia. O monitoramento com radares flagrou 501 veículos trafegando acima do limite de velocidade.

Entre as principais infrações estão 109 ultrapassagens em faixa contínua, 125 casos de condutores ou passageiros de motocicleta sem capacete, 49 ocorrências de pessoas sem cinto de segurança, 18 crianças transportadas sem dispositivo de retenção adequado e 25 recusas ao teste do etilômetro.

No combate à criminalidade, cinco veículos foram recuperados nos municípios de Barra do Corda, Imperatriz, Açailândia, Codó e São Luís. A maior ocorrência foi registrada na BR-135, em São Luís, durante ação integrada entre equipes da PRF do Maranhão e do Ceará e da Polícia Militar do Maranhão, onde foram apreendidos 152 quilos de cloridrato de cocaína. O condutor, o veículo e a droga foram encaminhados à Polícia Judiciária.

No dia 12 de outubro, a PRF também prestou apoio à IX Caminhada de Nossa Senhora Aparecida, promovida pela Diocese de Grajaú, no trecho da BR-135 entre Presidente Dutra e o povoado Pitombeira. A ação ocorreu das 4h às 8h, com apoio da Guarda Municipal de Presidente Dutra.

As três mortes foram registradas nos municípios de Paraibano, Bacabeira e Presidente Dutra.

Maranhão adere a acordo com a ANP para ampliar acesso a dados do mercado de combustíveis

O Maranhão aderiu ao Acordo de Cooperação Técnica (ACT) nº 17/2026, celebrado entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e as Secretarias de Fazenda, Economia ou Finanças de 22 Estados e do Distrito Federal, com intermediação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O instrumento, que terá vigência de dez anos, permitirá à ANP ampliar o acesso a dados fiscais do mercado de combustíveis.

São signatários os seguintes estados: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal.

O instrumento permitirá à Agência acessar documentos fiscais eletrônicos (DF-e) emitidos ou destinados a diversos tipos de agentes regulados do segmento de abastecimento que tenham autorizado esse acesso. Entre os tipos de agentes, estão revendedores e distribuidores de combustíveis e de GLP, importadores e exportadores, produtores de biocombustíveis, refinarias, entre outros.

A minuta foi aprovada na 422ª Reunião Extraordinária do Confaz, realizada em 6 de abril de 2026, e sua celebração foi autorizada pela Diretoria Colegiada da ANP por meio da Decisão de Diretoria nº 292/2026.

PISTA – Plataforma Integrada de Supervisão e Transparência do Abastecimento de Combustíveis

A assinatura do ACT representa a conclusão da primeira das três frentes necessárias à implementação da PISTA – Plataforma Integrada de Supervisão e Transparência do Abastecimento de Combustíveis, da ANP.

Entre os principais benefícios esperados da PISTA, estão a ampliação da abrangência, da frequência e da confiabilidade das informações disponíveis à ANP.

A segunda frente da Plataforma é a regulatória, que se destina a estabelecer a obrigatoriedade de os agentes regulados autorizarem o acesso da ANP aos seus documentos fiscais eletrônicos, com previsão de abertura de consulta pública sobre a minuta de resolução em novembro de 2026 e publicação da norma até março de 2027. A previsão de obrigatoriedade em resolução da ANP será necessária porque o acordo estabelece que os agentes precisam autorizar o acesso da Agência aos seus dados.

Os dados obtidos por meio do ACT poderão aprimorar a identificação de indícios de práticas anticompetitivas e fortalecer a fiscalização do mercado, permitindo verificar remotamente suspeitas de adulteração, comercialização irregular e outras infrações. A iniciativa também vai contribuir para o monitoramento dos fluxos de abastecimento e a identificação de riscos de desabastecimento.

Saiba mais aqui.

BTG/Nexus: Flávio Bolsonaro tem 52% dos votos válidos contra 48% de Lula no 2º turno

Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta terça-feira, 13, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

No cenário estimulado, o resultado é de 48% a 45% para Flávio. Brancos e nulos somam 5% e indecisos, 2%. Em relação ao levantamento anterior, de 28 de setembro, Flávio subiu quatro pontos e Lula recuou um. Brancos e nulos caíram de 8% para 5% e os que não sabem ou não responderam oscilaram de 1% para 2%. No cenário espontâneo, Flávio tem 46%, Lula 44%, brancos e nulos 5% e indecisos 4%.

No primeiro turno, com 100% das urnas apuradas, Flávio teve 47,03%, com 56,1 milhões de votos, e Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões. Com pouco menos de dois pontos de diferença, a margem observada foi a menor desde a redemocratização. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro.

A disputa segue aberta. Segundo a pesquisa, 7% do eleitorado admite que ainda pode mudar de voto até o dia da votação – 4% entre apoiadores de Flávio e 5% entre eleitores de Lula. Já 92% declaram voto definitivo. Em simulações de migração total, se todos os voláteis migrassem para Flávio, o resultado ficaria em 49% a 43%. Se migrassem integralmente para Lula, haveria empate em 46%. No quesito expectativa de vitória, 59% apostam em Flávio e 36% em Lula.

O potencial de voto é equilibrado. Flávio reúne 50% – 43% de eleitores decididos e 7% que admitem votar sem convicção total. Lula acumula 49% – 42% de voto exclusivo e 7% sem certeza plena. A rejeição a Lula é de 51%, contra 47% de Flávio.

No recorte por gênero, Lula lidera entre as mulheres, com 54% contra 39% de Flávio. Entre os homens, o senador tem 57% ante 36% do presidente. Por idade, Lula tem melhor desempenho entre jovens de 16 a 24 anos, com 57%, e entre eleitores com 60 anos ou mais, com 49%. Flávio lidera nas faixas de 25 a 40 anos, com 52%, e de 41 a 59 anos, com 50%.

A fidelidade do primeiro turno é alta. 98% dos eleitores que votaram em Flávio afirmam que manterão o voto no segundo turno, mesmo índice entre eleitores de Lula. Entre quem votou em Romeu Zema (Novo) no primeiro turno, 80% dizem que votarão em Flávio no segundo. No eleitorado de Ronaldo Caiado (PSD), 55% se inclinam para o senador e 27% para Lula. Entre eleitores de Augusto Cury (Avante), 43% apoiam Flávio e 41% Lula. No grupo que votou em Renan Santos (Missão), 37% preferem Flávio e 30% Lula.

Sobre participação, 95% dizem que pretendem comparecer para votar no segundo turno – 89% já decidiram ir e 6% provavelmente irão. 1% afirma que provavelmente não vai votar e 3% já decidiram não comparecer. 1% não soube responder.

A avaliação do governo federal mostra estabilidade. A parcela que considera a gestão ótima ou boa recuou de 36% para 34%. Regular oscilou de 19% para 20%. Ruim ou péssimo se manteve em 45%. A aprovação oscilou de 46% para 45% e a desaprovação, de 49% para 50%.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O estudo foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07997/2026.

Juros elevados seguem como principal barreira ao crédito da indústria

 

Os juros elevados seguem como principal entrave ao financiamento da indústria. Para 76% das empresas com dificuldade de obter crédito de até cinco anos, as taxas são o maior obstáculo. No longo prazo, acima de cinco anos, o índice é de 68,8%.

Os dados são da Sondagem Especial nº 107 – Condições de Acesso ao Crédito em 2026, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Foram ouvidas 1.701 empresas industriais entre fevereiro e julho. Destas, 692 são de pequeno porte, 612 de médio e 397 de grande porte.

O percentual recuou em relação à pesquisa anterior. No levantamento passado, era de 80% no curto prazo e de 71% no longo. Mesmo assim, os juros seguem no topo do ranking de barreiras.

A segunda maior dificuldade é a exigência de garantias reais, como imóveis. O problema foi citado por 33,4% das empresas no crédito de curto e médio prazo e por 31,5% no longo prazo.

No curto prazo, a burocracia aparece em terceiro lugar, com 13,6%. No longo prazo, o terceiro entrave é o prazo de carência inferior ao necessário, com 18,9%.

A sondagem mostra que 49,9% das indústrias não buscaram crédito de curto e médio prazo no período e 54% não buscaram no longo prazo. Isso não significa necessariamente restrição, pois parte utilizou recursos próprios.

Entre as que buscaram, a frustração é alta. No curto prazo, 22,9% conseguiram contratar ou renovar e 7,5% tentaram sem sucesso. Considerando apenas quem buscou, 24,7% não obtiveram. No longo prazo, 15,5% conseguiram e 9,2% não. Entre os que tentaram, 37,2% ficaram sem crédito.

As pequenas empresas são as mais afetadas. No curto prazo, 32% das pequenas que buscaram crédito não conseguiram, ante 28,4% das médias e 20,3% das grandes. No longo prazo, os índices são de 48,2% das pequenas, 48,1% das médias e 29,9% das grandes.