A análise da última pesquisa de intenção de voto desenha um mapa político claro no estratégico município de São José de Ribamar, terceiro maior colégio eleitoral do estado. O levantamento do Instituto Luneta, realizado entre 17 e 20 de novembro, confirma a hegemonia do pré-candidato a deputado estadual Júlio Filho. Ele surge como o político mais forte localmente, liderando com folga as preferências para a Assembleia Legislativa.
O estudo, que ouviu 822 eleitores (margem de erro de 3,4 pontos percentuais e 95% de confiança), revela a ascensão de Júlio Filho, que agora se afirma como o principal cabo eleitoral e representante político local, capitalizando a máquina e a influência do grupo no município.
Nos números concretos para a disputa pela Assembleia Legislativa, Júlio Filho aparece em posição de destaque absoluto. No cenário estimulado – onde os nomes são apresentados aos entrevistados – ele lidera com 13,75% das intenções de voto. A vantagem é expressiva: o segundo colocado, Carlos Lula, registra 5,23%, seguido de perto por Iracema Vale, com 5,11%. Outros nomes de peso estadual, como Tiago Fernandes (3,53%), Othelino Neto (3,28%), Helena Duailibe (2,43%) e Mical Damasceno (2,31%), aparecem bem atrás na preferência do eleitor ribamarense.
A liderança se repete, de forma ainda mais emblemática, no cenário espontâneo, quando o eleitor menciona o nome sem estímulos. Nesta modalidade, que mede a força da lembrança e a penetração do candidato, Júlio Filho obtém 4,38% das menções. O segundo lugar fica com Iracema Vale, com apenas 0,49%, demonstrando um abismo na notoriedade local entre Júlio Filho e os demais concorrentes.
Os números atestam que o pré-candidato é “o mais lembrado entre os moradores e o que melhor concentra apoio político na cidade”, conforme análise do próprio levantamento. Com um eleitorado massivamente indeciso (92,34% no espontâneo e 51,34% no estimulado), a dianteira inicial de Júlio Filho é considerada um trunfo decisivo, posicionando-o como o principal nome do município na disputa por uma vaga no parlamento estadual em 2026.
O Maranhão deu um passo significativo na vacinação antirrábica. Isso poque o l Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), alcançou 81,81% de cobertura da vacinação antirrábica animal em 2025, superando a meta mínima de 80% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
O resultado consolida um avanço importante na política estadual de proteção integrada à saúde animal e humana, dentro da Estratégia Uma Só Saúde, abordagem integrada que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal, vegetal e ambiental para lidar com desafios globais.
“Alcançar e superar a meta nacional de vacinação antirrábica em 2025 demonstra a capacidade de articulação do Governo do Maranhão e o compromisso do governador Carlos Brandão com políticas públicas que geram impacto real na vida das pessoas. Esse resultado é fruto do trabalho integrado entre Estado, municípios e profissionais de saúde, que fortalece a vigilância em saúde, protege nossos animais e previne uma doença grave e letal para a população humana. Seguiremos investindo em planejamento, apoio técnico e ações contínuas para avançarmos ainda mais”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.
O desempenho é resultado da execução da Campanha Estadual de Vacinação Antirrábica Animal 2025, desenvolvida a partir do tema “Cuidar de Todos é Cuidar da Saúde Animal — Uma Só Saúde, Um Só Cuidado”. A estratégia envolveu planejamento antecipado, alinhamento entre Estado e municípios, além do fortalecimento da comunicação social e da adoção de ações territoriais diferenciadas, o que permitiu ampliar o acesso à vacinação em áreas urbanas, rurais e periurbanas.
A campanha foi realizada nos 217 municípios maranhenses, com atuação integrada das equipes municipais de vigilância em saúde, atenção primária e controle de zoonoses, apoiadas pelas 18 Regionais de Saúde e pela Região Metropolitana. Do total de municípios, 162 atingiram a meta mínima de 80% de cobertura, enquanto 55 ficaram abaixo do índice recomendado.
Regionais em destaque – Entre as regionais com melhor desempenho estão Itapecuru, São João dos Patos e Chapadinha, todas com cobertura superior a 97%, seguidas por Pedreiras, Codó, Balsas, Caxias e Viana, que ultrapassaram 92% de cobertura vacinal. O resultado reflete a efetividade das estratégias adotadas ao longo da campanha, que incluíram vacinação em postos fixos e móveis, ações casa a casa, mutirões em áreas rurais e periurbanas, atividades educativas no Dia D, capacitações técnicas e mobilização social.
O avanço na cobertura vacinal amplia a proteção de cães e gatos contra a raiva, reduz a circulação do vírus e o risco de transmissão para humanos, além de fortalecer a vigilância epidemiológica e a saúde coletiva. No cenário nacional, o desempenho do Maranhão contribui diretamente para a manutenção da certificação da eliminação da raiva humana transmitida por cães no Brasil, que deverá ser novamente submetida à OPAS/OMS em 2026.
A universalização do saneamento básico segue distante da realidade da maioria dos municípios brasileiros. Levantamento divulgado no Ranking ABES da Universalização do Saneamento 2025 revela que apenas 63 cidades do país se aproximam da cobertura plena dos serviços essenciais. Esse grupo representa somente 2,54% das 2.483 cidades avaliadas, que concentram cerca de 80% da população brasileira, incluindo todas as capitais.
Quando o recorte é ampliado para o total de municípios do país, o cenário se mostra ainda mais restrito. Apenas 1,13% alcançou a classificação máxima do estudo, denominada “Rumo à universalização”. A maior parte das cidades permanece em níveis intermediários: 74,22% estão enquadradas em “Empenho para a universalização”, enquanto 12,36% figuram na faixa de “Compromisso com a universalização”. Outros 10,87% ainda aparecem nos “Primeiros passos para a universalização”.
A análise considera cinco eixos fundamentais do saneamento básico: abastecimento de água, coleta de esgoto, tratamento de esgoto, coleta de resíduos sólidos domiciliares e destinação final adequada dos resíduos sólidos urbanos. O desempenho nesses indicadores evidencia avanços pontuais, mas ainda insuficientes para garantir atendimento universal.
O retrato regional mostra que todas as regiões do país possuem municípios no nível mais baixo do ranking. Sudeste e Sul concentram os melhores resultados, reunindo a maioria das cidades classificadas no patamar mais elevado. Ainda assim, em todas as regiões, predomina o enquadramento em “Empenho para a universalização”, o que indica que os avanços registrados não são suficientes para atingir a cobertura integral dos serviços.
Entre as capitais, apenas Curitiba aparece na categoria mais alta do ranking. Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e João Pessoa figuram no segundo nível, enquanto Porto Velho ocupa a última posição, classificada nos “Primeiros passos”. As demais capitais permanecem em estágio intermediário.
O estudo também reforça a relação direta entre saneamento e saúde pública. Municípios mais próximos da universalização registram taxas significativamente menores de internações por doenças associadas à falta de saneamento adequado. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, a média de internações cai de 46,78 para 14,16 por 100 mil habitantes quando se compara o nível mais baixo ao mais alto do ranking. Em municípios menores, a diferença é ainda mais acentuada.
Apesar do impacto direto na qualidade de vida da população, os investimentos no setor seguem aquém do necessário. Dados do Ranking do Saneamento 2025 indicam que, em 2023, o investimento médio nas 100 maiores cidades do país foi de R$ 103,16 por habitante, valor inferior ao registrado no ano anterior e também abaixo da média nacional estimada.
Mesmo com a folha de pagamento em dia na maioria dos municípios, o cenário financeiro das prefeituras brasileiras inspira atenção. Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que quase um terço das administrações locais enfrenta atraso no pagamento de fornecedores, comprometendo despesas básicas do dia a dia, como materiais de escritório, produtos de limpeza e até a compra de alimentos.
A pesquisa ouviu gestores de 4.172 cidades, de um total de 5.568 municípios existentes no país. Entre os que responderam ao questionário, 1.202 afirmaram estar com débitos em atraso, o que corresponde a 28,8% do total. Outros 68,5% disseram manter os compromissos fiscais em dia, enquanto uma pequena parcela não respondeu ao item.
Além dos atrasos atuais, o estudo revela uma preocupação com o futuro próximo. Cerca de 31% das prefeituras admitem que deverão transferir despesas de 2025 para 2026 sem garantia de recursos suficientes, acumulando os chamados restos a pagar. Por outro lado, pouco mais de 62% informaram que não pretendem deixar dívidas sem cobertura orçamentária no próximo exercício.
Entre os fatores que pressionam as contas municipais estão políticas públicas de alcance nacional, como o piso salarial da enfermagem, o programa Mais Médicos e a ampliação do ensino em tempo integral. Outro ponto de forte apreensão entre os gestores é a proposta de aposentadoria integral para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, já aprovada no Senado Federal, cujo impacto pode chegar a cerca de R$ 70 bilhões para os cofres municipais.
A dependência financeira das prefeituras em relação aos repasses federais também aparece como pano de fundo do problema. Embora a maior parte da arrecadação fique com a União, a Constituição estabelece mecanismos de redistribuição, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), fundamental para o equilíbrio das contas locais.
Apesar das dificuldades, o pagamento do 13º salário dos servidores está assegurado na quase totalidade das cidades. Segundo a pesquisa, 98% dos municípios afirmaram estar com a folha salarial em dia, incluindo salários e benefícios de dezembro. Para 94,7% dos gestores, o adicional de 1% do FPM repassado no fim do ano foi decisivo para garantir o cumprimento dessa obrigação.
Nessa quinta-feira (25), por volta das 16h30, uma equipe da PRF realizava deslocamento pelo km 672 da BR-222, em Açailândia (MA), quando observou uma motocicleta sendo conduzida por um homem que segurava uma lata de cerveja enquanto pilotava. Foi dada ordem de parada, que não foi obedecida, e o condutor tentou fugir da fiscalização.
Após a abordagem, constatou-se que o motociclista apresentava sinais visíveis de embriaguez, como odor etílico, fala alterada, dificuldade de equilíbrio e olhos avermelhados. Durante a fiscalização, também foi encontrada uma faca em sua cintura. O condutor se recusou a apresentar a documentação e a realizar o teste de alcoolemia, além de demonstrar comportamento agressivo e inconformado com a ação policial.
Diante dos fatos, o homem foi encaminhado à Polícia Civil de Açailândia (MA), onde, a princípio, foram constatados os delitos de conduzir veículo com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool (embriaguez ao volante) e desobediência.
Já por volta das 20h30, no km 260 da BR-010, em frente à Unidade Operacional da PRF em Imperatriz (MA), outra equipe realizava fiscalização quando visualizou uma motocicleta transportando uma passageira com o capacete em posição inadequada.
Durante a abordagem, o condutor apresentou sinais evidentes de alteração da capacidade psicomotora, como olhos avermelhados e forte odor etílico. Submetido ao teste do etilômetro, foi constatado o teor de 0,70 miligramas de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões.
Diante da constatação, foi configurado, a princípio, o crime previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O motociclista foi conduzido à Polícia Civil de Imperatriz (MA) para os procedimentos cabíveis.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que o ano de 2026 começará sem custo extra na conta de energia para a população. Em janeiro, será aplicada a bandeira tarifária verde.
A agência reguladora destacou que apesar de o período chuvoso ter iniciado com chuvas abaixo da média histórica, em novembro e dezembro houve no país, de um modo geral, a manutenção do volume de chuvas e do nível dos reservatórios das usinas.
“Em janeiro de 2026 não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, explicou a Aneel.
Neste mês de dezembro já houve a redução na bandeira tarifária vermelha no patamar 1 para amarela.A medida reduziu em R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passou a R$ 1,885.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a adoção da bandeira verde reflete um cenário de segurança energética, no qual não há necessidade de acionamento intensivo de usinas termelétricas. Essas unidades, além de apresentarem custo de geração mais elevado, utilizam combustíveis fósseis e contribuem para a emissão de gases de efeito estufa.
“Apesar da crescente participação de fontes renováveis como solar e eólica na matriz energética brasileira, a geração hidrelétrica segue como base do sistema elétrico nacional. A capacidade de produção das usinas depende diretamente do volume de chuvas que incide sobre as principais bacias hidrográficas, fator que tem se mostrado”, lembra a pasta.
Custos extras – Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.
O Governo do Maranhão deu mais um passo para fortalecer e ampliar a capacidade de atendimento da rede estadual de saúde com a inauguração, nesta terça-feira (23), do Hospital de Referência Estadual de Alta Complexidade da Região Tocantina (HRT), em Imperatriz. Com 153 leitos, sendo 33 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a unidade de saúde foi projetada para atender demandas de média e alta complexidade. A inauguração ocorreu em solenidade com as presenças do governador Carlos Brandão e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Localizado na MA-122, na Avenida Pedro Neiva de Santana, Vila Machado, em Imperatriz, o Hospital de Referência Estadual de Alta Complexidade da Região Tocantina (HRT) é um dos mais completos equipamentos de saúde do Maranhão. Projetado para atender demandas de média e alta complexidade, o hospital amplia a capacidade assistencial da região e reforça a rede estadual, especialmente nas áreas cardiológica e cirúrgica, para pacientes adultos e pediátricos.
A unidade é fruto de uma parceria entre o Governo do Maranhão, que investiu R$ 191 milhões na construção do hospital, e o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, que investirá R$ 40 milhões mensais no custeio da unidade.
Durante a inauguração, o governador Carlos Brandão afirmou que a entrega da nova unidade de saúde trará benefícios à população da região, representando um marco para a saúde estadual ao proporcionar atendimento qualificado e abrangente aos pacientes não apenas de Imperatriz, mas de toda a Região Tocantina. A medida também reduz o deslocamento da população para outros centros urbanos, como São Luís, Belém (PA) e Palmas (TO).
“Estamos entregando um hospital equipado com tecnologia de ponta, dotado de 153 leitos, sendo 120 de enfermaria e 33 de UTI, onde teremos atendimentos em diversas especialidades, com destaque para a cardiologia, tanto para adultos quanto para crianças. As cirurgias de alta complexidade serão realizadas aqui, o que permitirá salvar vidas e atender às necessidades de uma região que há muito tempo precisava de um hospital deste nível. Agora temos um hospital com equipe qualificada, com cerca de 500 profissionais, que vão atender a população e realizar cerca de 400 cirurgias por mês”, pontuou Brandão.
Brandão destacou que o HRT amplia a rede estadual de saúde de Imperatriz, que já conta com o Hospital Macrorregional Dra. Ruth Noleto, voltado à média complexidade, o Hospital Regional Materno Infantil (HRMI) e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
“E já vamos inaugurar o Hospital da Região Tocantina com um mutirão de cirurgias, incluindo cateterismo, um procedimento fundamental para o acompanhamento da saúde cardíaca dos pacientes, que não era realizado na região”, informou o governador.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou a portaria que institui o repasse de R$ 40 milhões mensais para o funcionamento da unidade e anunciou que o hospital será preparado para realizar transplantes.
“O Brasil é o país que mais realiza transplantes no sistema público de saúde. O Maranhão era o penúltimo estado do país nesse indicador e já conseguiu subir para a 13ª posição. Por isso, o Ministério da Saúde vai apoiar também a realização de transplantes neste novo hospital, o que vai aumentar a qualidade do atendimento e permitir que o estado continue avançando nesse ranking, salvando cada vez mais vidas”, declarou Padilha.
Alexandre Padilha ressaltou a parceria do governo do presidente Lula com o Governo do Maranhão. “Quero saudar o governador Brandão, porque essa parceria do presidente Lula com o Governo do Estado do Maranhão tem sido quase automática. Cada anúncio do Ministério da Saúde é abraçado pelo governo do estado e transformado em melhoria concreta na atenção à população. A decisão do governador de trazer o transplante para cá melhora muito a qualidade do atendimento do hospital e faz parte de uma grande transformação que o Maranhão vem vivendo. O estado era o penúltimo do Brasil em número de transplantes, ocupava a 26ª posição. Hoje já está em 13º lugar e vai subir ainda mais com a dedicação do governador e de toda a equipe”, declarou o ministro.
O secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, afirmou que o HRT vai transformar a realidade das famílias da região. “Por muito tempo, adoecer nas regiões Tocantina e Sul do estado significava deixar a família, percorrer centenas de quilômetros e torcer para que o coração aguentasse. Essa realidade ficou para trás. Agora, o Maranhão garante atendimento cardíaco de média e alta complexidade neste novo hospital, com estrutura adequada e profissionais qualificados”, afirmou.
Projeto de construção e estrutura do HRT – As obras do HRT foram executadas de forma conjunta pelas secretarias de Estado da Saúde (SES) e da Infraestrutura (Sinfra), responsável pela concepção do projeto arquitetônico e pela construção da unidade. A colaboração entre as pastas assegurou que cada etapa — do planejamento à execução — fosse alinhada às necessidades assistenciais.
Com 153 leitos, sendo 33 de UTI, distribuídos em três alas — duas adultas e uma pediátrica —, o HRT foi planejado para oferecer atendimento integral, com equipes especializadas. O perfil assistencial é voltado, principalmente, às áreas cardiológica e cirúrgica, contemplando procedimentos de alta complexidade que não eram realizados na região.
Entre os principais diferenciais está a instalação de duas hemodinâmicas, ampliando significativamente a capacidade de diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares, vasculares e neurológicas. A hemodinâmica possibilita procedimentos como cateterismos e angioplastias, que reduzem riscos e aceleram a recuperação do paciente.
O hospital conta ainda com um setor de imagem equipado com duas tomografias, uma sala de ressonância magnética, raio-x digital, dois aparelhos de ultrassom e eletrocardiograma. Na área cirúrgica, serão sete salas operatórias preparadas para procedimentos gerais e de alta complexidade, como neurocirurgias e cirurgias cardiovasculares.
Atendimento infantil – Os ambulatórios especializados atenderão adultos e crianças, incluindo especialidades como cirurgia geral, neurocirurgia, cirurgia de cabeça e pescoço, gastrenterologia, proctologia, bucomaxilofacial e radiologia intervencionista. O HRT também terá serviços completos de Apoio Diagnóstico e Terapêutico, como angiotomografia, ressonância, tomografia e hemodinâmica.
Além da estrutura técnica, o projeto prioriza o cuidado humanizado. O hospital contará com brinquedoteca, oferecendo um espaço lúdico e terapêutico voltado para reduzir o estresse da hospitalização infantil, fortalecendo o vínculo familiar e contribuindo para o desenvolvimento emocional das crianças.
Outra inovação são os dois jardins terapêuticos, áreas planejadas para promover bem-estar físico e mental de pacientes, familiares e profissionais. Esses espaços auxiliam na redução da ansiedade, no alívio do estresse e até na aceleração da recuperação, proporcionando contato com a natureza e estímulos sensoriais.
A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (23), um cidadão irlandês, em São Luís/MA para fins de deportação.
O deportando é suspeito do homicídio de uma criança de três anos de idade na Irlanda e encontrava-se no Brasil em situação migratória irregular.
A prisão é resultado de ações de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal, por meio da Superintendência da Polícia Federal no Maranhão e da Diretoria de Cooperação Internacional, com atuação das Adidâncias na Colômbia e no Reino Unido, e a Polícia Nacional Irlandesa.
O processo de deportação segue em trâmite e o deportando será devolvido à Irlanda, em que deverá responder pelas acusações de homicídio
O Brasil registrou 1.660.190 casos prováveis de dengue em 2025 e 1.762 mortes confirmadas pela doença. Outros 200 óbitos seguem em investigação. Apesar do volume elevado, os números representam queda de 75% nos casos e de 72% nas mortes em comparação com 2024, quando o país enfrentou um surto histórico com mais de 6,5 milhões de registros e 6.321 óbitos.
A maior concentração de casos permanece no Sudeste, com 1.132.304 registros, seguido pelo Sul (222.171), Centro-Oeste (162.441), Nordeste (102.647) e Norte (40.643). O mesmo padrão se repete nos óbitos: o Sudeste lidera com 1.288 mortes, à frente do Sul (219), Centro-Oeste (145), Nordeste (64) e Norte (46).
Entre os estados, São Paulo concentra o maior número de casos prováveis (900.677), seguido por Minas Gerais (167.400), Paraná (110.896), Goiás (101.795) e Rio Grande do Sul (85.220). Na outra ponta, Roraima (484), Sergipe (1.167) e Rondônia (2.379) apresentam os menores totais registrados no período.
No campo da prevenção, o país assegurou a aquisição da primeira vacina contra a dengue de dose única produzida integralmente no Brasil, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O contrato prevê investimento de R$ 368 milhões para a compra de 3,9 milhões de doses, que serão ofertadas exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde a partir de 2026. O imunizante protege contra os quatro sorotipos da doença, com eficácia de 74,7% contra casos sintomáticos e 89% contra formas graves.
Do total adquirido, 1,3 milhão de doses serão destinadas prioritariamente a profissionais da Atenção Primária à Saúde, como agentes comunitários, agentes de combate às endemias, enfermeiros, técnicos e médicos que atuam em visitas domiciliares. A aplicação desse grupo está prevista para começar no fim de janeiro de 2026.
Também está programada uma estratégia de avaliação do impacto da vacina em municípios-piloto, com aceleração da imunização em Botucatu (SP) e Maranguape (CE), voltada a pessoas de 15 a 59 anos. Nova Lima (MG) poderá ser incluída posteriormente. A ampliação para a população em geral dependerá do aumento da produção, viabilizado por parceria com a empresa chinesa WuXi Vaccines, que pode elevar a capacidade produtiva em até 30 vezes.
Atualmente, o SUS já disponibiliza outra vacina contra a dengue, indicada para adolescentes de 10 a 14 anos e aplicada em duas doses. Desde 2024, 7,4 milhões de doses foram aplicadas no país. Entre 2024 e 2025, foram distribuídas 11,1 milhões de doses, das quais 7,8 milhões foram efetivamente administradas.
A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale (PSB), participou, nesta terça-feira (23), da inauguração do Hospital de Referência Estadual de Alta Complexidade da Região Tocantina (HRT), em Imperatriz. A nova unidade de saúde chega para fortalecer a rede estadual e descentralizar o atendimento especializado no Sul do Maranhão.
O evento contou com a presença do governador Carlos Brandão; dos ministros Alexandre Padilha(Saúde) e André (Esportes); do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral; do secretário de Saúde, Tiago Fernandes; dos deputados estaduais Antônio Pereira, Janaína e Keke Teixeira, entre outras autoridades.
A presidente da Alema, Iracema Vale, destacou a importância estratégica do novo hospital para a região.
“Eu diria que é o melhor presente de Natal de todos os tempos para Imperatriz e para toda a Região Tocantina. A nova unidade é uma demonstração de cuidado, de amor e de zelo pelo povo maranhense. Percebemos aqui a alta qualidade dos equipamentos, da construção e dos profissionais. É uma unidade de acolhimento e um instrumento importante para salvar vidas”, afirmou Iracema Vale.
Estrutura e Atendimento – O novo hospital aumentou a oferta de leitos críticos. No ato, o governador Carlos Brandão detalhou a ampliação da capacidade de atendimento da unidade, que recebeu investimentos para suporte de casos graves.
“O HRT foi planejado para oferecer atendimento integral e seguro, com estrutura de ponta e equipes especializadas. É, realmente, um hospital muito grande e preparado para altas demandas”, disse o governador, acrescentando ainda que a unidade oferta 153 leitos, sendo 30 de UTI distribuídos em três alas (duas adultas e uma pediátrica) à disposição da população.
A excelência da estrutura hospitalar também foi enfatizada pelo ministro de Saúde Alexandre Padilha, que classificou a unidade como referência nacional. “Pode até existir estrutura e equipamentos iguais aos que vi aqui, mas melhor não tem no Brasil para o povo de Imperatriz, para a população maranhensel”, afirmou Padilha.