
De acordo com o levantamento, a tendência nacional indica queda no comportamento de longo prazo da SRAG, considerando as últimas seis semanas, além de estabilidade ou pequenas oscilações no curto prazo. Mesmo assim, seis estados e o Distrito Federal seguem com níveis de incidência classificados entre alerta, risco ou alto risco, com crescimento observado no recorte mais amplo.
Em algumas capitais, o mesmo padrão foi identificado, com manutenção de patamares elevados da síndrome. A análise reforça que, apesar da melhora gradual no quadro geral, a circulação de vírus respiratórios ainda sustenta pressão sobre os serviços de saúde em pontos específicos do país.
Ao longo de 2025, foram notificados 224.721 casos de SRAG no Brasil. Desse total, pouco mais da metade apresentou confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. O vírus sincicial respiratório (VSR) liderou os registros positivos no ano, seguido por rinovírus e influenza A. Casos associados à Covid-19 e à influenza B apareceram em menor proporção.
O boletim também chama atenção para o impacto da SRAG em termos de mortalidade. Foram contabilizados 13.234 óbitos no período, sendo que cerca de metade teve confirmação laboratorial de infecção viral. Entre os agentes identificados nos casos fatais, a Covid-19 apareceu com maior frequência, seguida por rinovírus, VSR e influenza A.
Segundo a Fiocruz, a influenza A tem sido um dos principais responsáveis pelo aumento recente de hospitalizações em diferentes regiões do país, afetando sobretudo adultos e idosos. Em alguns estados, os dados indicam inclusive sinais de retomada do crescimento das internações associadas ao vírus.
O InfoGripe é elaborado a partir das notificações registradas no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) e segue como uma das principais ferramentas para monitorar a circulação de vírus respiratórios e orientar ações de vigilância em saúde no Brasil.