
O dado faz parte de um cenário mais amplo que envolve 1.942 municípios em todo o país com algum grau de risco geohidrológico. O mapeamento considera áreas vulneráveis a eventos extremos, especialmente no trimestre entre dezembro e fevereiro, historicamente marcado pelo aumento de ocorrências associadas a chuvas intensas.
Embora estados como Minas Gerais e Santa Catarina concentrem os maiores números absolutos de municípios em risco, a presença do Maranhão na lista reforça a necessidade de planejamento preventivo e ações contínuas de monitoramento. A experiência acumulada ao longo dos anos mostra que eventos dessa natureza afetam diretamente a mobilidade urbana, a segurança da população e o funcionamento de serviços essenciais.
O levantamento técnico do Cemaden destaca que áreas com ocupação irregular, drenagem insuficiente e histórico de alagamentos tendem a apresentar maior vulnerabilidade durante períodos de chuvas persistentes. Nesses locais, a atuação integrada entre defesas civis municipais e estaduais é decisiva para reduzir danos e preservar vidas.
Outros estados também figuram com números expressivos de municípios em risco, como São Paulo, Rio Grande do Sul e Bahia, o que evidencia que o problema é nacional e exige respostas coordenadas. Em diversas regiões do país, episódios recentes de chuvas fortes já provocaram quedas de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia e falhas em sistemas de comunicação.
Diante desse cenário, a inclusão do Maranhão entre os estados com maior número de municípios vulneráveis serve como alerta antecipado. A tradição do monitoramento climático e da prevenção — pilares históricos da Defesa Civil — segue sendo o caminho mais seguro para atravessar o período chuvoso com menos perdas e maior capacidade de resposta.