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Brandão anuncia novo reajuste das bolsas da Fapema, agora maiores que as da Capes e CNPq

O governo do Maranhão, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Maranhão (Fapema), anunciou para janeiro de 2026 novo reajuste no valor das bolsas pagas pela Fundação. Este é o segundo reajuste concedido pela atual gestão estadual. O investimento será de R$ 8,6 milhões em recursos para a valorização da pesquisa e da ciência no estado.

Dessa forma, o Maranhão passa a pagar bolsas com valores superiores aos pagos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A medida vai contemplar mais de dois mil pesquisadores maranhenses.

“O reajuste das bolsas da Fapema reafirma o compromisso do nosso governo com a valorização da pesquisa e de quem produz conhecimento em nosso estado. Essa medida integra uma política contínua de fortalecimento da ciência, da tecnologia e da inovação. Hoje, o Maranhão é reconhecido como o terceiro estado que mais investe recursos próprios em tecnologia no Brasil. Só em 2024, foram quase R$ 65 milhões destinados para impulsionar a pesquisa, o desenvolvimento acadêmico e científico, ajudando a transformar o futuro”, destaca o governador Carlos Brandão.

Ao todo, serão reajustadas as bolsas em 10 modalidades: Mestrado (R$ 3.100), Doutorado (R$ 4.000), Doutorado no Exterior (R$ 6.000), Pós-doutorado no Exterior (R$ 8.500), Iniciação Científica (R$ 800), Iniciação Científica Júnior (R$ 350), PIBITI (R$ 800), PIBITI-Jr (R$ 350), Monitoria em Eventos (R$ 300) e Extensão (R$ 900).

Para o presidente da Fapema, Nordman Wall, o reajuste nos valores das bolsas é uma forma de valorizar o papel do pesquisador no desenvolvimento do estado. “Não existe pesquisa científica sem recursos, por isso, a Fapema vem fazendo um trabalho estratégico de gestão financeira que tem nos permitido aumentar os investimentos feitos em ciência, tecnologia e inovação no estado. Ao reajustarmos os valores das bolsas pagas aos pesquisadores estamos valorizando e incentivando o seu empenho, compromisso e trabalho em prol da ciência maranhense”, ressaltou.

Esta é a segunda vez que a Fapema reajusta os valores das bolsas na atual gestão. Em 2023, durante a abertura do Fórum Nacional Consecti & Confap, em São Luís, o governador Carlos Brandão anunciou que as bolsas pagas no estado passariam a se equiparar às bolsas do CNPq e Capes. Agora, com os novos valores pagos pela Fundação, os valores do estado passam a ser superiores.

O reajuste do valor das bolsas da Fapema representa um avanço significativo para a comunidade científica maranhense. A medida fortalece a permanência de estudantes e pesquisadores em seus projetos, valoriza o trabalho científico e contribui para melhores condições de estudo e produção de conhecimento. Além disso, reflete o compromisso do governo do Estado em reconhecer a importância estratégica da pesquisa para o desenvolvimento do Maranhão e para a melhoria da qualidade de vida da população, uma vez que os resultados científicos geram soluções que impactam diretamente diversos setores da sociedade.

Ao longo dos últimos anos, a Fapema consolidou-se como uma das mais atuantes fundações de amparo à pesquisa do país, ampliando editais, diversificando programas e alcançando todas as regiões do estado. Seu trabalho tem impulsionado a formação de novos pesquisadores, fortalecido universidades e centros de pesquisa e estimulado a inovação em diferentes áreas.

Esse crescimento contínuo demonstra a relevância da Fundação como instrumento essencial para o avanço científico e tecnológico do Maranhão, contribuindo para o desenvolvimento do estado e aproximando a pesquisa das necessidades reais da sociedade.

Entre as bolsas que serão reajustadas estão a de mestrado e doutorado no país:

– Mestrado (BM) – R$ 3.100,00;

– Doutorado (BD) – R$ 4.000,00;

– Doutorado no Exterior (BDE) – R$ 6.000,00;

– Pós-doutorado no Exterior (BPDE) – R$ 8.500,00;

– Iniciação Científica (BIC) – R$ 800,00;

– Iniciação Científica Júnior (IC-JR) – R$ 350,00;

– Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI) – R$ 800,00;

–Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação Júnior (PIBITI-Jr) – R$ 350,00;

– Monitoria em Eventos – (R$ 300);

– Extensão –  (R$ 900).

Alema apresenta balanço das ações parlamentares de 2025

O ano de 2025 foi marcado por intensa atividade parlamentar na Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema). É o que demonstra o Relatório Quantitativo e Situacional de Atividades Legislativas, elaborado pela Diretoria-Geral da Mesa Diretora da Casa, que consolida os trabalhos desenvolvidos no período de 4 de fevereiro a 18 de dezembro de 2025. Ao longo do ano, o Parlamento realizou 120 sessões ordinárias, 15 sessões extraordinárias, 73 sessões solenes e duas sessões especiais.

No período analisado, os deputados estaduais apresentaram um grande volume de matérias. Somente em Projetos de Lei Ordinária, foram 559 proposições, das quais 117 aprovadas, além de matérias rejeitadas, prejudicadas, anexadas, retiradas de tramitação e duas vetadas integralmente. Permanecem pendentes de votação 258 projetos.

De acordo com o relatório, também foram apresentadas 4.017 indicações, 652 requerimentos e 22 moções ao longo do ano legislativo. Consta ainda a tramitação de 158 Projetos de Resolução Legislativa, três Propostas de Emenda Constitucional, três Projetos de Decreto Legislativo, todos aprovados, e um Projeto de Lei Complementar de iniciativa parlamentar.

Seguindo a diretriz de transparência e organização administrativa adotada pela presidente da Alema, deputada Iracema Vale (PSB), o relatório reúne os números da produção legislativa e garante amplo acesso ao balanço do trabalho realizado pelos deputados estaduais, fortalecendo a prestação de contas à sociedade maranhense. A condução dos trabalhos pela Mesa Diretora ao longo de 2025 contribuiu para a regularidade das sessões e para o bom funcionamento das atividades legislativas.

Outros Poderes – O Poder Executivo Estadual encaminhou à Assembleia Legislativa 121 proposições em 2025. Entre elas, 63 Medidas Provisórias, das quais 55 foram aprovadas, além de 40 Projetos de Lei Ordinária e quatro Projetos de Lei Complementar, com matérias analisadas quanto a vetos totais e parciais.

O Poder Judiciário encaminhou nove proposições ao Legislativo maranhense, sendo cinco Projetos de Lei Ordinária e quatro Projetos de Lei Complementar, todas aprovadas.

A Defensoria Pública do Estado apresentou dois Projetos de Lei Complementar, ambos aprovados. O Tribunal de Contas do Estado encaminhou seis Projetos de Lei Ordinária, com cinco aprovados e um pendente de votação. O Ministério Público do Estado teve um Projeto de Lei Complementar aprovado no período.

Comissões – As comissões técnicas permanentes e temporárias da Assembleia também tiveram atuação intensa ao longo de 2025. Foram realizadas reuniões deliberativas, audiências públicas e visitas técnicas, que contribuíram para a análise e o encaminhamento das proposições legislativas.

O relatório apresenta ainda os dados referentes ao arquivamento e ao registro dos atos legislativos, consolidando o balanço das ações desenvolvidas pela Assembleia Legislativa do Maranhão em 2025 e reafirmando o compromisso da Casa, sob a presidência da deputada Iracema Vale, com a transparência, a eficiência e o fortalecimento do Poder Legislativo estadual.

Retrospectiva 2025: trabalho, inclusão e desenvolvimento marcam a gestão em Ribamar

O ano de 2025 foi marcado por muito trabalho e avanços importantes na Prefeitura de São José de Ribamar. A gestão municipal fortaleceu políticas sociais, ampliou serviços públicos, promoveu inclusão e avançou no planejamento urbano e na modernização da administração.

Ao longo do ano, a Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Renda (SEMAS) teve papel central no cuidado com as pessoas. Foram realizadas conferências temáticas que ampliaram o diálogo com a sociedade e fortaleceram políticas públicas.

Na área de trabalho e renda, a SEMAS encerrou turmas de cursos profissionalizantes e realizou a entrega de certificados, fortalecendo a empregabilidade e a autonomia financeira dos participantes. O Programa Minha Chance levou cursos de Bolos e Salgados a todos os CRAS, criando oportunidades reais de geração de renda para famílias acompanhadas pela assistência social.

As ações de convivência e inclusão também marcaram o ano. O Brincando na Cidade – Versão Parque levou lazer, cultura e brincadeiras para crianças e famílias. O Viva Bem, Viva Melhor uniu movimento, cultura e bem-estar, com apresentações do SCFV nos ritmos do carimbó e do reggae, valorizando a identidade cultural ribamarense.

A proteção social foi ampliada com a Ação POP RUA JUD, voltada à população em situação de rua, garantindo atendimento humanizado, orientações e encaminhamentos. Destaque ainda para a Saúde nos Quilombos, que aproximou serviços e direitos das comunidades quilombolas, fortalecendo vínculos e promovendo inclusão social.

O cuidado com quem cuida também foi prioridade. O programa Cuidando de Quem Cuida, realizado durante o Setembro Amarelo, promoveu ações voltadas à saúde mental de profissionais da rede, com rodas de conversa, palestras e acolhimento emocional.

Em 2025, a SEMAS avançou na estrutura física da rede, com a inauguração das sedes do CREAS, do Conselho Tutelar, do Centro de Convivência do Parque Jair, do Abrigo Infância Protegida, do Centro Dia da Pessoa Idosa e da Cozinha Empreendedora, ampliando o atendimento e a proteção social no município.

A gestão também celebrou conquistas na área da infância e adolescência, com participação ativa nas ações do Selo UNICEF, fortalecendo políticas de proteção, desenvolvimento e participação infantojuvenil.

No campo administrativo e urbano, a Secretaria de Receita e Fiscalização Urbanística apresentou resultados expressivos como a entrega da nova Lei de Zoneamento, promessa de campanha do prefeito Dr. Julinho cumprida em 2025. A legislação estabelece regras claras para o uso do solo, garantindo crescimento ordenado, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável. Agora, São José de Ribamar vai com contar com edificações de até 90 metros de altura ou 30 andares.

Houve ainda o fortalecimento da parceria com a classe contábil e com o setor da construção civil, por meio do Sinduscon, buscando melhorias e novos projetos para a cidade. A Prefeitura iniciou o cadastro de condomínios que, desde 2017, passaram a integrar o território ribamarense e ainda não estavam regularizados.

A modernização dos serviços avançou com o ITBI totalmente on-line, tornando o processo mais rápido, transparente e justo para o contribuinte. A regularização de engenhos publicitários trouxe mais harmonia visual e segurança viária, com menos burocracia para os requerentes. O Conselho de Recursos Fiscais passou a atuar de forma estratégica, garantindo direito de defesa, imparcialidade e segurança jurídica. Já o atendimento on-line pelo WhatsApp SEU RIBA facilitou o acesso da população aos serviços da Receita.

Um ano de avanços concretos que reforçam o cuidado com o ribamarenses, garantindo o progresso e futuro digno.

Orleans recebe apoio de líderes políticos e comunitários em Itapecuru-Mirim

Cerca de 250 líderes comunitários estiveram reunidos domingo (28) em Itapecuru-Mirim, em almoço organizado pelo prefeito Fillipe Marreca, para declarar apoio à pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, ao Governo do Maranhão, nas eleições de 2026. O encontro foi mais uma demonstração do crescimento político de Orleans, em todas as regiões do Maranhão.

“Aqui reunimos nosso grupo político, lideranças das 250 comunidades de Itapecuru-Mirim, para declarar que estamos com você e iremos caminhar juntos em 2026 para eleger um governador jovem, que trabalha pela juventude e pelas pessoas mais necessitadas de todo o Maranhão. Itapecuru-Mirim reconhece a sua capacidade para o trabalho e seu carinho por nossa cidade”, declarou o prefeito Fillipe Marreca, durante o encontro.

O ex-prefeito Júnior Marreca, que integra a gestão estadual como secretário de Indústria e Comércio, justificou o apoio de seu grupo à pré-candidatura de Orleans Brandão ao defender a continuidade de um governo aprovado por 70% da população porque trabalha, realiza obras importantes para que as pessoas que mais precisam sejam beneficiadas, que tirou mais de um milhão de pessoas da extrema pobreza e investe na geração de emprego e renda: “Itapecuru te recebe de braços abertos como nosso pré-candidato e com a certeza de que será o melhor governador da história do Maranhão”.

Os deputados federais Neto Marreca e Hildo Rocha também participaram do almoço e reafirmaram o apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão. “Ele tem tido essa recepção calorosa em todos os municípios porque trabalha com sentimento, gosta das pessoas. Conhece todas as ações do governo estadual nos 217 municípios, tem determinação, juventude e todas as condições para dar continuidade ao grande trabalho do governador Carlos Brandão”, afirmou Neto Marreca. “É ele quem aproxima o governo da população, por meio das suas lideranças. É aberto ao diálogo, tem capacidade técnica e sensibilidade. Estaremos juntos em 2026 para que o desenvolvimento do Maranhão tenha continuidade”, enfatizou Hildo Rocha.

Orleans Brandão fez um breve relato do trabalho à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas – que o levou a conhecer os problemas e intermediar soluções para os 217 municípios – e reafirmou que nunca um governo fez tanto em tão pouco tempo, citando programas como o Maranhão Livre da Fome e o Educação de Verdade, e o aumento da rede de restaurantes populares – 94 para 205 -, da rede de hemodiálise (de 250 para 750 cadeiras), e dos Viva Procon, de 45 para 140 unidades.

“Sou muito grato pelas manifestações de apoio de pessoas que acompanharam nossa luta nos últimos três anos para levar melhores condições de vida para os maranhenses. Alcançamos muitos resultados positivos e vamos continuar trabalhando para manter o Maranhão em pleno desenvolvimento”, finalizou Orleans Brandão.

Pesquisa mostra liderança de Júlio Filho para estadual em Ribamar

A análise da última pesquisa de intenção de voto desenha um mapa político claro no estratégico município de São José de Ribamar, terceiro maior colégio eleitoral do estado. O levantamento do Instituto Luneta, realizado entre 17 e 20 de novembro, confirma a hegemonia do pré-candidato a deputado estadual Júlio Filho. Ele surge como o político mais forte localmente, liderando com folga as preferências para a Assembleia Legislativa.

O estudo, que ouviu 822 eleitores (margem de erro de 3,4 pontos percentuais e 95% de confiança), revela a ascensão de Júlio Filho, que agora se afirma como o principal cabo eleitoral e representante político local, capitalizando a máquina e a influência do grupo no município.

Nos números concretos para a disputa pela Assembleia Legislativa, Júlio Filho aparece em posição de destaque absoluto. No cenário estimulado – onde os nomes são apresentados aos entrevistados – ele lidera com 13,75% das intenções de voto. A vantagem é expressiva: o segundo colocado, Carlos Lula, registra 5,23%, seguido de perto por Iracema Vale, com 5,11%. Outros nomes de peso estadual, como Tiago Fernandes (3,53%), Othelino Neto (3,28%), Helena Duailibe (2,43%) e Mical Damasceno (2,31%), aparecem bem atrás na preferência do eleitor ribamarense.

A liderança se repete, de forma ainda mais emblemática, no cenário espontâneo, quando o eleitor menciona o nome sem estímulos. Nesta modalidade, que mede a força da lembrança e a penetração do candidato, Júlio Filho obtém 4,38% das menções. O segundo lugar fica com Iracema Vale, com apenas 0,49%, demonstrando um abismo na notoriedade local entre Júlio Filho e os demais concorrentes.

Os números atestam que o pré-candidato é “o mais lembrado entre os moradores e o que melhor concentra apoio político na cidade”, conforme análise do próprio levantamento. Com um eleitorado massivamente indeciso (92,34% no espontâneo e 51,34% no estimulado), a dianteira inicial de Júlio Filho é considerada um trunfo decisivo, posicionando-o como o principal nome do município na disputa por uma vaga no parlamento estadual em 2026.

Maranhão atinge mais de 81% de cobertura da vacinação antirrábica e alcança meta nacional

O Maranhão deu um passo significativo na vacinação antirrábica. Isso poque o l Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), alcançou 81,81% de cobertura da vacinação antirrábica animal em 2025, superando a meta mínima de 80% estabelecida pelo Ministério da Saúde.

O resultado consolida um avanço importante na política estadual de proteção integrada à saúde animal e humana, dentro da Estratégia Uma Só Saúde, abordagem integrada que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal, vegetal e ambiental para lidar com desafios globais.

“Alcançar e superar a meta nacional de vacinação antirrábica em 2025 demonstra a capacidade de articulação do Governo do Maranhão e o compromisso do governador Carlos Brandão com políticas públicas que geram impacto real na vida das pessoas. Esse resultado é fruto do trabalho integrado entre Estado, municípios e profissionais de saúde, que fortalece a vigilância em saúde, protege nossos animais e previne uma doença grave e letal para a população humana. Seguiremos investindo em planejamento, apoio técnico e ações contínuas para avançarmos ainda mais”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.

O desempenho é resultado da execução da Campanha Estadual de Vacinação Antirrábica Animal 2025, desenvolvida a partir do tema “Cuidar de Todos é Cuidar da Saúde Animal — Uma Só Saúde, Um Só Cuidado”. A estratégia envolveu planejamento antecipado, alinhamento entre Estado e municípios, além do fortalecimento da comunicação social e da adoção de ações territoriais diferenciadas, o que permitiu ampliar o acesso à vacinação em áreas urbanas, rurais e periurbanas.

A campanha foi realizada nos 217 municípios maranhenses, com atuação integrada das equipes municipais de vigilância em saúde, atenção primária e controle de zoonoses, apoiadas pelas 18 Regionais de Saúde e pela Região Metropolitana. Do total de municípios, 162 atingiram a meta mínima de 80% de cobertura, enquanto 55 ficaram abaixo do índice recomendado.

Regionais em destaque – Entre as regionais com melhor desempenho estão Itapecuru, São João dos Patos e Chapadinha, todas com cobertura superior a 97%, seguidas por Pedreiras, Codó, Balsas, Caxias e Viana, que ultrapassaram 92% de cobertura vacinal. O resultado reflete a efetividade das estratégias adotadas ao longo da campanha, que incluíram vacinação em postos fixos e móveis, ações casa a casa, mutirões em áreas rurais e periurbanas, atividades educativas no Dia D, capacitações técnicas e mobilização social.

O avanço na cobertura vacinal amplia a proteção de cães e gatos contra a raiva, reduz a circulação do vírus e o risco de transmissão para humanos, além de fortalecer a vigilância epidemiológica e a saúde coletiva. No cenário nacional, o desempenho do Maranhão contribui diretamente para a manutenção da certificação da eliminação da raiva humana transmitida por cães no Brasil, que deverá ser novamente submetida à OPAS/OMS em 2026.

Apenas 63 cidades no Brasil se aproximam da universalização do saneamento

A universalização do saneamento básico segue distante da realidade da maioria dos municípios brasileiros. Levantamento divulgado no Ranking ABES da Universalização do Saneamento 2025 revela que apenas 63 cidades do país se aproximam da cobertura plena dos serviços essenciais. Esse grupo representa somente 2,54% das 2.483 cidades avaliadas, que concentram cerca de 80% da população brasileira, incluindo todas as capitais.

Quando o recorte é ampliado para o total de municípios do país, o cenário se mostra ainda mais restrito. Apenas 1,13% alcançou a classificação máxima do estudo, denominada “Rumo à universalização”. A maior parte das cidades permanece em níveis intermediários: 74,22% estão enquadradas em “Empenho para a universalização”, enquanto 12,36% figuram na faixa de “Compromisso com a universalização”. Outros 10,87% ainda aparecem nos “Primeiros passos para a universalização”.

A análise considera cinco eixos fundamentais do saneamento básico: abastecimento de água, coleta de esgoto, tratamento de esgoto, coleta de resíduos sólidos domiciliares e destinação final adequada dos resíduos sólidos urbanos. O desempenho nesses indicadores evidencia avanços pontuais, mas ainda insuficientes para garantir atendimento universal.

O retrato regional mostra que todas as regiões do país possuem municípios no nível mais baixo do ranking. Sudeste e Sul concentram os melhores resultados, reunindo a maioria das cidades classificadas no patamar mais elevado. Ainda assim, em todas as regiões, predomina o enquadramento em “Empenho para a universalização”, o que indica que os avanços registrados não são suficientes para atingir a cobertura integral dos serviços.

Entre as capitais, apenas Curitiba aparece na categoria mais alta do ranking. Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e João Pessoa figuram no segundo nível, enquanto Porto Velho ocupa a última posição, classificada nos “Primeiros passos”. As demais capitais permanecem em estágio intermediário.

O estudo também reforça a relação direta entre saneamento e saúde pública. Municípios mais próximos da universalização registram taxas significativamente menores de internações por doenças associadas à falta de saneamento adequado. Nas cidades com mais de 100 mil habitantes, a média de internações cai de 46,78 para 14,16 por 100 mil habitantes quando se compara o nível mais baixo ao mais alto do ranking. Em municípios menores, a diferença é ainda mais acentuada.

Apesar do impacto direto na qualidade de vida da população, os investimentos no setor seguem aquém do necessário. Dados do Ranking do Saneamento 2025 indicam que, em 2023, o investimento médio nas 100 maiores cidades do país foi de R$ 103,16 por habitante, valor inferior ao registrado no ano anterior e também abaixo da média nacional estimada.

Prefeituras acumulam dívidas com fornecedores

Mesmo com a folha de pagamento em dia na maioria dos municípios, o cenário financeiro das prefeituras brasileiras inspira atenção. Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que quase um terço das administrações locais enfrenta atraso no pagamento de fornecedores, comprometendo despesas básicas do dia a dia, como materiais de escritório, produtos de limpeza e até a compra de alimentos.

A pesquisa ouviu gestores de 4.172 cidades, de um total de 5.568 municípios existentes no país. Entre os que responderam ao questionário, 1.202 afirmaram estar com débitos em atraso, o que corresponde a 28,8% do total. Outros 68,5% disseram manter os compromissos fiscais em dia, enquanto uma pequena parcela não respondeu ao item.

Além dos atrasos atuais, o estudo revela uma preocupação com o futuro próximo. Cerca de 31% das prefeituras admitem que deverão transferir despesas de 2025 para 2026 sem garantia de recursos suficientes, acumulando os chamados restos a pagar. Por outro lado, pouco mais de 62% informaram que não pretendem deixar dívidas sem cobertura orçamentária no próximo exercício.

Entre os fatores que pressionam as contas municipais estão políticas públicas de alcance nacional, como o piso salarial da enfermagem, o programa Mais Médicos e a ampliação do ensino em tempo integral. Outro ponto de forte apreensão entre os gestores é a proposta de aposentadoria integral para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, já aprovada no Senado Federal, cujo impacto pode chegar a cerca de R$ 70 bilhões para os cofres municipais.

A dependência financeira das prefeituras em relação aos repasses federais também aparece como pano de fundo do problema. Embora a maior parte da arrecadação fique com a União, a Constituição estabelece mecanismos de redistribuição, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), fundamental para o equilíbrio das contas locais.

Apesar das dificuldades, o pagamento do 13º salário dos servidores está assegurado na quase totalidade das cidades. Segundo a pesquisa, 98% dos municípios afirmaram estar com a folha salarial em dia, incluindo salários e benefícios de dezembro. Para 94,7% dos gestores, o adicional de 1% do FPM repassado no fim do ano foi decisivo para garantir o cumprimento dessa obrigação.

Dois homens são presos por embriaguez ao volante no Maranhão

Nessa quinta-feira (25), por volta das 16h30, uma equipe da PRF realizava deslocamento pelo km 672 da BR-222, em Açailândia (MA), quando observou uma motocicleta sendo conduzida por um homem que segurava uma lata de cerveja enquanto pilotava. Foi dada ordem de parada, que não foi obedecida, e o condutor tentou fugir da fiscalização.

Após a abordagem, constatou-se que o motociclista apresentava sinais visíveis de embriaguez, como odor etílico, fala alterada, dificuldade de equilíbrio e olhos avermelhados. Durante a fiscalização, também foi encontrada uma faca em sua cintura. O condutor se recusou a apresentar a documentação e a realizar o teste de alcoolemia, além de demonstrar comportamento agressivo e inconformado com a ação policial.

Diante dos fatos, o homem foi encaminhado à Polícia Civil de Açailândia (MA), onde, a princípio, foram constatados os delitos de conduzir veículo com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool (embriaguez ao volante) e desobediência.

Já por volta das 20h30, no km 260 da BR-010, em frente à Unidade Operacional da PRF em Imperatriz (MA), outra equipe realizava fiscalização quando visualizou uma motocicleta transportando uma passageira com o capacete em posição inadequada.

Durante a abordagem, o condutor apresentou sinais evidentes de alteração da capacidade psicomotora, como olhos avermelhados e forte odor etílico. Submetido ao teste do etilômetro, foi constatado o teor de 0,70 miligramas de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões.

Diante da constatação, foi configurado, a princípio, o crime previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). O motociclista foi conduzido à Polícia Civil de Imperatriz (MA) para os procedimentos cabíveis.

Conta de luz em janeiro terá bandeira tarifária verde

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que o ano de 2026 começará sem custo extra na conta de energia para a população. Em janeiro, será aplicada a bandeira tarifária verde.

A agência reguladora destacou que apesar de o período chuvoso ter iniciado com chuvas abaixo da média histórica, em novembro e dezembro houve no país, de um modo geral, a manutenção do volume de chuvas e do nível dos reservatórios das usinas.

“Em janeiro de 2026 não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, explicou a Aneel.

Neste mês de dezembro já houve a redução na bandeira tarifária vermelha no patamar 1 para amarela.A medida reduziu em R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passou a R$ 1,885.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a adoção da bandeira verde reflete um cenário de segurança energética, no qual não há necessidade de acionamento intensivo de usinas termelétricas. Essas unidades, além de apresentarem custo de geração mais elevado, utilizam combustíveis fósseis e contribuem para a emissão de gases de efeito estufa.

“Apesar da crescente participação de fontes renováveis como solar e eólica na matriz energética brasileira, a geração hidrelétrica segue como base do sistema elétrico nacional. A capacidade de produção das usinas depende diretamente do volume de chuvas que incide sobre as principais bacias hidrográficas, fator que tem se mostrado”, lembra a pasta.

Custos extras – Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

Fonte: Agência Brasil