
“O Maranhão faz história com o Aldebaran. Desenvolvido na UFMA, o satélite nasceu como um projeto acadêmico e atuará na solução de problemas reais, inicialmente em operações relacionadas ao desaparecimento de embarcações, agilizando os processos de busca e salvamento”, afirmou o parlamentar.
Segundo Pedro Lucas, o Aldebaran-1 será o primeiro satélite maranhense a entrar em órbita. O lançamento está previsto para a próxima segunda-feira (12), na Índia, pelo foguete PSLV.
Missão e objetivos do Aldebaran-1 – O Aldebaran-1 é um satélite brasileiro desenvolvido no âmbito da UFMA, com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB). A missão tem como objetivo validar um sistema de localização e resgate voltado especialmente para pescadores que utilizam pequenas embarcações, além de permitir a coleta de dados ambientais que podem auxiliar no monitoramento de incêndios e de condições atmosféricas.
O projeto também busca testar a tecnologia de comunicação LoRa em ambiente espacial e contribuir para a formação acadêmica de estudantes e professores nas áreas de ciência, tecnologia e engenharia aeroespacial.
Testes e preparação para o lançamento –Em janeiro de 2025, o satélite concluiu com sucesso todos os testes ambientais no Laboratório de Integração e Testes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), etapa obrigatória para a liberação de equipamentos espaciais. Com isso, o Aldebaran-1 foi considerado apto para o lançamento.
Outros projetos da UFMA – Além do Aldebaran-1, estudantes e pesquisadores da UFMA também trabalham no satélite Jussara-K, derivado do projeto Aldebaran. O lançamento está previsto para ocorrer a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). A missão será controlada pela estação terrestre da universidade e permitirá o envio de dados ambientais, como níveis de umidade e concentração de monóxido de carbono na atmosfera.
Marco legal para o setor espacial – Os projetos se inserem em um contexto de fortalecimento do setor aeroespacial brasileiro após a sanção da Lei Geral do Espaço (Lei nº 14.946/2024), de autoria do deputado Pedro Lucas Fernandes, que regulamenta as atividades espaciais no país. A legislação define atribuições da AEB e do Comando da Aeronáutica, organiza lançamentos e operações com satélites e estabelece diretrizes para o desenvolvimento do setor, com destaque para a Base de Alcântara.