
De acordo com o levantamento, a circulação de vírus respiratórios segue em níveis mais baixos na maior parte do território nacional, cenário associado à diminuição de infecções por influenza A, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR). Ainda assim, especialistas reforçam que festas e eventos com grande concentração de pessoas podem favorecer a transmissão.
A situação é diferente na Região Norte. Estados como Acre, Amazonas, Roraima e Rondônia apresentam incidência elevada de SRAG, com tendência de crescimento nas últimas semanas, o que exige maior cautela da população local durante o período festivo.
Entre as recomendações estão permanecer em casa diante de sintomas gripais e priorizar o repouso. Para quem optar por participar das comemorações, a indicação é utilizar máscaras de boa qualidade e buscar locais ventilados, a fim de reduzir o risco de contágio.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus identificados entre os casos positivos de SRAG apontou predominância de rinovírus (32%) e Sars-CoV-2 (22,3%), seguidos por influenza A (19,3%), VSR (11,2%) e influenza B (2%).
Entre os óbitos, o coronavírus manteve maior participação, respondendo por 45% das mortes. Influenza A apareceu em 24,3% dos registros, rinovírus em 16,2%, influenza B em 5,4% e VSR em 1,8%.
A Fiocruz destaca que cuidados simples — como etiqueta respiratória, uso de proteção facial quando necessário e atenção aos sintomas — continuam sendo ferramentas essenciais para manter o controle das infecções e atravessar o Carnaval com mais segurança.