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Boletim aponta avanço da influenza A no Norte e Nordeste

O novo levantamento do Boletim InfoGripe, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz, indica que a influenza A voltou a ganhar força em estados da Região Norte, especialmente no Acre e no Amazonas. Nessas localidades, o aumento dos casos graves já provoca elevação significativa das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), pressionando a rede de saúde.

Mesmo com esse avanço localizado, o quadro geral do país permanece estável. A análise nacional mostra manutenção da tendência de queda ou estabilidade dos casos de SRAG em todas as idades, reflexo da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios. Fora do Norte, a influenza A segue com presença reduzida e impacto limitado na maior parte dos estados.

Em outras regiões, o comportamento do vírus varia. No Nordeste, Ceará, Pernambuco e Sergipe apresentam apenas um discreto crescimento de casos graves de influenza A, ainda sem repercussão relevante nas hospitalizações. Já no Centro-Oeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul demonstram sinais de desaceleração nas internações relacionadas ao vírus, indicando um cenário mais favorável.

O boletim também detalha o perfil etário da doença. As maiores taxas de incidência de SRAG continuam entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente nos idosos. Quando considerados apenas os casos associados à Covid-19 ou à influenza A, crianças e idosos seguem como os grupos mais atingidos, com maior gravidade e risco de óbito entre a população idosa.

Entre as capitais brasileiras, o monitoramento aponta três cidades em situação de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento no longo prazo: Manaus, Cuiabá e São Luís. O dado reforça a importância da vigilância epidemiológica contínua e de medidas preventivas, sobretudo nos grandes centros urbanos.

Nas últimas semanas epidemiológicas, os registros de SRAG positivos mostram predominância do rinovírus, seguido pela influenza A e pelo Sars-CoV-2. Entre os óbitos, a Covid-19 aparece como o agente mais frequente, à frente da influenza A, evidenciando que, apesar da menor circulação geral dos vírus, os impactos mais graves ainda recaem sobre os grupos mais vulneráveis.

Categoria: Notícias