
Atualmente, o Brasil conta com cerca de 38 mil orelhões, entre ativos e em manutenção. A redução é significativa em relação a 2020, quando havia mais de 200 mil equipamentos em operação. O encolhimento acompanha a expansão da telefonia móvel e da banda larga, que tornaram o serviço obsoleto na maior parte do território nacional.
O processo de retirada ocorre após o encerramento, em dezembro de 2025, das concessões do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). Com a adaptação dos contratos para o regime de autorização, as operadoras deixaram de ter obrigação legal de manter os telefones públicos.
A Anatel, no entanto, determinou que cerca de nove mil orelhões sejam mantidos até o fim de 2028 em localidades onde a cobertura de telefonia celular ainda é considerada deficiente. Nessas áreas, os aparelhos devem permitir chamadas locais e nacionais para telefones fixos sem custo ao usuário.
No Maranhão, a permanência dos orelhões está associada principalmente a regiões com limitações de acesso à rede móvel. A retirada inicial deve priorizar equipamentos já desativados ou em más condições de uso.
Como contrapartida ao fim do serviço, as empresas de telefonia se comprometeram a direcionar recursos para investimentos em infraestrutura, incluindo a expansão das redes móveis, implantação de fibra óptica, conectividade em escolas públicas e ampliação da cobertura em áreas sem acesso adequado às telecomunicações.