
Além do aumento no número de inadimplentes, o valor médio das dívidas também subiu. Corrigida pela inflação, a média por consumidor passou de R$ 5.880,02 para R$ 6.598,13, o que representa uma elevação de 12,2% em dez anos.
O levantamento aponta ainda que cerca de 34 milhões de brasileiros permanecem inadimplentes desde 2016, evidenciando um quadro de reincidência que preocupa especialistas. A permanência prolongada em situação de dívida reforça a necessidade de ampliação de políticas de educação financeira no país.
Os dados também indicam mudanças no perfil dos devedores. Houve crescimento na participação de pessoas com mais de 60 anos, enquanto a presença de jovens entre 18 e 25 anos diminuiu. Em relação ao gênero, as mulheres passaram a representar a maioria dos inadimplentes, com 50,5% do total.
Entre os fatores que explicam o avanço da inadimplência estão o cenário econômico desafiador, marcado por juros elevados e pressão inflacionária, além do uso recorrente do crédito como complemento de renda, muitas vezes sem planejamento adequado.
Outro destaque do estudo é que quatro em cada dez brasileiros inadimplentes em 2026 já enfrentavam restrições de crédito há uma década, o que evidencia a dificuldade de recuperação financeira de parte da população.