
A pesquisa ouviu 4.473 cidades e revelou que 3.186 prefeituras enfrentaram esse problema. Instabilidade política e econômica também foram mencionadas por 53,1% dos gestores, enquanto reajustes salariais e questões de saúde somaram 47,8%, com destaque para a Bahia, no Nordeste, onde 167 cidades (13%) relataram esses desafios.
Sobre o Censo e as estimativas populacionais, 45,1% dos municípios indicaram preocupações, sendo Minas Gerais o estado com maior incidência no Sudeste, representando 215 prefeituras (7%). Já os desastres naturais foram um problema para 34,2% dos entrevistados, com o Rio Grande do Sul concentrando 20% dos relatos no Sul, totalizando 391 cidades impactadas.
O estudo também abordou a confiança dos prefeitos reeleitos quanto ao desempenho financeiro em 2025. As opiniões ficaram equilibradas: 49,3% declararam estar confiantes ou muito confiantes, enquanto 49,1% disseram estar pouco ou nada confiantes.
Apesar das dificuldades financeiras, 80,9% dos gestores garantem que encerrarão o mandato com as contas em dia. Apenas 22,5% (1.055 prefeitos) afirmaram que deixarão restos a pagar para a próxima gestão, enquanto a maioria (70,7% ou 3.162 municípios) não deixará pendências financeiras.