
De acordo com o estudo, a indústria deve ser o segmento mais impactado, com queda estimada de 4,34% nas horas trabalhadas. Na sequência aparecem comércio (-4,03%), serviços (-2,44%), construção civil (-2,04%) e agropecuária (-1,70%).
Esse cenário pode resultar em repasses ao consumidor final. A projeção aponta aumento médio de 6,2% nos preços de produtos e serviços. Entre os itens mais afetados estão roupas e calçados (6,6%), alimentação fora de casa (6,2%), produtos industrializados (6%) e compras em supermercados (5,7%). Produtos agropecuários devem registrar alta de cerca de 4%.
No setor de serviços, a elevação média pode chegar a 6,5%. Serviços como manicure, cabeleireiro e pintura residencial devem acompanhar esse percentual, enquanto os serviços de internet podem ter reajuste ainda maior, estimado em 7,2%.
A análise considera um cenário em que a redução da jornada exigiria a contratação de novos trabalhadores para manter o nível de produção. Ainda assim, o estudo aponta que essa reposição não ocorreria de forma integral, contribuindo para o aumento dos custos e, consequentemente, dos preços ao consumidor.