
Investimento milionário e abandono –Segundo os dados apresentados pelo ativista, o montante investido no teatro — entre sua inauguração no ano 2000 e as sucessivas reformas — já soma aproximadamente R$ 1.700.000,00. Apesar do alto valor do erário investido, o professor relata que o que a comunidade testemunhou ao longo das décadas foi a depredação do espaço e a ausência de uma agenda que contemplasse, de fato, a cultura e a educação local.
“Infelizmente, um Conselho que deveria ser a voz da cultura e da representação coletiva já não representa os mais diversos segmentos culturais e tampouco a comunidade. Ao longo do tempo, só serviu de palco de brigas políticas e promoção pessoal de muitos que por aqui passaram”, afirmou Marcos Soares.
Com a proximidade de uma nova reinauguração do teatro pelo Governo do Estado, cresce a preocupação entre os moradores de que a gestão retorne às mãos do atual Conselho Cultural Comunitário da Liberdade. Para os críticos do modelo atual, quem por lá passou demonstrou falta de zelo com o patrimônio público e distanciamento dos anseios democráticos e culturais da comunidade.
Diante do impasse, Soares está articulando um abaixo-assinado online para formalizar um pedido junto ao Governo do Maranhão. A reivindicação principal é a realização de uma audiência pública para debater um novo modelo de gestão.
A proposta é que a administração do Teatro Padre Haroldo seja discutida de forma transparente com:
– Grupos culturais locais;
– Instituições religiosas;
– Lideranças comunitárias e moradores.
O objetivo da mobilização é garantir que o teatro deixe de ser um instrumento de disputa política e passe a servir como um polo de fomento à cultura popular e educação bandeiras do Padre Haroldo, algo que homenageado no nome do espaço, sempre defendeu.