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Casos de SRAG avançam e colocam maior parte do país em alerta

A maior parte do território brasileiro enfrenta níveis de alerta, risco ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O cenário é apontado pela mais recente edição do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O avanço da doença está relacionado principalmente à sazonalidade de vírus respiratórios, com destaque para o vírus sincicial respiratório (VSR) e a influenza A. Apenas os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul não estão incluídos nesse quadro mais crítico.

Os dados indicam crescimento contínuo dos casos de SRAG associados ao VSR em todas as unidades da federação, com maior impacto entre crianças de até dois anos de idade. O aumento das notificações foi identificado em estados de diferentes regiões do país, incluindo Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco, entre outros.

Em relação à influenza A, há expansão dos casos sobretudo no Centro-Sul, atingindo estados como Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, além do Distrito Federal. Também há registros de aumento em áreas do Norte e em estados do Nordeste, como Alagoas e Paraíba.

Apesar do cenário amplo de atenção, alguns estados apresentam sinais de estabilização ou queda. Maranhão, Goiás e Tocantins demonstram tendência de estabilidade, enquanto Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Roraima registram redução dos casos. Há ainda indícios de desaceleração em parte do Norte e do Nordeste, incluindo Bahia, Ceará e Piauí. Goiás e Sergipe, por sua vez, já apontam interrupção no crescimento das infecções por influenza.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, os vírus mais presentes entre os casos positivos de SRAG foram o VSR (36,2%) e a influenza A (31,6%), seguidos por rinovírus (26%), influenza B (2,9%) e Sars-CoV-2 (3%). Entre os óbitos, a influenza A lidera, sendo responsável por 46,9% dos registros, seguida por rinovírus (20,5%), Covid-19 (16,9%), VSR (8,3%) e influenza B (4,3%).

Especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a principal medida para prevenir casos graves, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

Categoria: Notícias