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Endividamento no Brasil cresce impulsionado por despesas básicas e perda de renda

Os gastos cotidianos, como alimentação e contas fixas, continuam sendo o principal fator de endividamento no Brasil, citados por 50% dos entrevistados em pesquisa do BTG/Nexus. Entre os brasileiros de menor renda, o índice permanece elevado, alcançando 48%, o que reforça o peso das despesas essenciais no orçamento das famílias.

O levantamento também destaca diferenças importantes entre as faixas de renda. Entre aqueles que recebem mais de cinco salários mínimos, após os gastos básicos (49%), o endividamento está mais associado a compras parceladas e financiamentos de bens de consumo, mencionados por 35% dos entrevistados. A queda na renda mensal aparece em seguida, com 20%.

Já na base da pirâmide econômica, o cenário é mais crítico e ligado à sobrevivência. Entre os brasileiros que ganham até um salário mínimo, 41% apontam despesas com saúde como motivo para contrair dívidas — um percentual superior à média nacional, de 32%. Esse índice diminui conforme a renda aumenta: 37% entre quem recebe de um a dois salários mínimos, 30% na faixa de dois a cinco salários e 19% entre os que ganham acima de cinco salários mínimos.

O desemprego também pesa mais para os mais pobres. Entre os que recebem até um salário mínimo, 22% afirmam ter se endividado após perder o próprio emprego ou por conta da perda de renda de alguém da família. Na média geral, esse percentual é de 13%.

Os dados reforçam que, especialmente entre os brasileiros de baixa renda, o endividamento está menos relacionado ao consumo e mais à necessidade de cobrir despesas essenciais, como saúde e manutenção básica da casa.

A pesquisa ouviu 2.028 pessoas por telefone entre os dias 24 e 26 de abril e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01075/2026.

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