
De acordo com o levantamento, o aumento das ocorrências está associado principalmente à circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A, responsáveis pela maior parte das internações registradas no país nas últimas semanas.
Os dados mostram que o VSR permanece em expansão nos estados das regiões Sul e Sudeste, além de parte significativa do Nordeste, incluindo Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe. O crescimento também foi identificado no Pará, Amapá e Mato Grosso do Sul.
Entre as crianças de até quatro anos, o VSR é apontado como o principal responsável pela elevação dos casos de SRAG. Já o rinovírus também contribui para o aumento das hospitalizações, especialmente entre crianças e adolescentes de estados como Alagoas, Paraíba, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas e Santa Catarina.
As internações relacionadas à influenza A continuam em alta na Região Sul, além de São Paulo, Espírito Santo, Roraima e Tocantins. Embora Minas Gerais e Paraíba apresentem sinais de desaceleração, os indicadores ainda permanecem em níveis elevados.
Por outro lado, os casos graves associados à Covid-19 registram tendência de queda na maior parte do território nacional. Apesar disso, Ceará, Maranhão e Pará ainda apresentam sinais de crescimento ou manutenção dos índices elevados.
O estudo também aponta que alguns estados já demonstram estabilização ou redução das notificações, entre eles Acre, Amazonas, Pernambuco, Maranhão e unidades da Região Centro-Oeste.
O InfoGripe identificou ainda 17 capitais em situação de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento sustentado. A lista inclui Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Macapá, Palmas, Porto Alegre, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Luís e Teresina.
Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, o VSR respondeu por 47,6% dos casos positivos de SRAG, seguido pelo rinovírus (23,9%), influenza A (22,4%), influenza B (4,7%) e Covid-19 (2,3%). Entre os óbitos, a influenza A apresentou a maior participação, representando 51,2% dos registros.
A Fiocruz reforça a importância da vacinação e recomenda medidas preventivas, como higienizar as mãos frequentemente, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, evitar compartilhar objetos pessoais, utilizar máscara em caso de sintomas respiratórios e reduzir o contato com outras pessoas durante quadros gripais.
O boletim foi elaborado com base nos registros do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 23 de maio, referentes à Semana Epidemiológica 20.