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Brasileiros preferem salário maior e estabilidade a jornada reduzida

Salários mais altos, segurança no emprego e oportunidades de crescimento profissional continuam sendo os fatores mais valorizados pelos brasileiros ao planejar a carreira para os próximos anos. É o que aponta a 69ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: futuro profissional, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o levantamento, 28,7% dos entrevistados consideram a remuneração o principal atrativo de uma ocupação. Em seguida aparecem a estabilidade no emprego (22,4%) e a perspectiva de ascensão profissional (20,1%). Aspectos ligados à flexibilidade também foram citados, como horários mais flexíveis (19,3%) e possibilidade de trabalho remoto (15,9%). Já a jornada reduzida foi mencionada por 9,8% dos participantes.

A pesquisa revela ainda que a incerteza sobre o futuro profissional é uma realidade para grande parte da população. Cerca de 43% dos brasileiros afirmaram não saber em qual profissão estarão atuando daqui a cinco anos. O cenário é mais frequente entre trabalhadores de maior idade e reflete, em parte, as rápidas mudanças provocadas pela evolução tecnológica e pelo avanço da inteligência artificial.

Entre aqueles que conseguem projetar o futuro da carreira, 13,9% pretendem abrir o próprio negócio. Os setores mais citados foram comércio varejista e serviços, incluindo atividades como salões de beleza, bares e restaurantes.

O estudo também identificou os principais desafios enfrentados pelos brasileiros para alcançar a ocupação desejada. A necessidade de cuidar de familiares aparece como a principal barreira, apontada por 16,1% dos entrevistados. Em seguida estão a falta de qualificação exigida pelo mercado (12,7%), a escassez de informações sobre oportunidades de trabalho (11,9%) e a discriminação por parte dos empregadores (8,3%).

Outro dado mostra que o emprego formal segue sendo a modalidade mais desejada pelos trabalhadores. Entre as pessoas ocupadas que buscaram uma nova colocação no mês anterior à pesquisa, mais de um terço apontou o vínculo com carteira assinada como a opção mais atrativa. A preferência é ainda mais expressiva entre os jovens de 25 a 34 anos, faixa etária em que 41,4% manifestaram interesse pelo regime celetista.

No campo da transformação digital, os resultados indicam avanços, mas também desafios. Segundo a CNI, 54% dos brasileiros apresentam nível médio-alto ou alto de habilidades digitais. Entretanto, quando são consideradas competências mais avançadas, como o uso de inteligência artificial, planilhas eletrônicas e configuração de programas e aplicativos, o percentual cai para 44,5%.

A pesquisa integra uma série de levantamentos realizados pela CNI para avaliar a situação profissional dos brasileiros, a capacidade de adaptação às mudanças do mercado de trabalho e as expectativas em relação ao futuro da carreira.

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