
A média nacional chegou a 63,40 pontos neste ano, acima dos 63,05 registrados em 2025 e dos 62,85 de 2024, indicando um avanço gradual nos indicadores sociais.
O levantamento avaliou os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, reunindo dados de órgãos públicos como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DataSUS, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira e MapBiomas. Diferentemente do Produto Interno Bruto (PIB), o IPS mede as condições concretas de vida da população.
Pelo terceiro ano consecutivo, Gavião Peixoto lidera o ranking nacional, com 73,10 pontos. O município paulista, com cerca de 4,8 mil habitantes, manteve a primeira colocação no índice. Na última posição aparece Uiramutã, com 42,44 pontos.
Entre os 20 municípios mais bem colocados, 18 estão localizados no Sul e Sudeste. Já entre os 20 piores resultados, 19 pertencem ao Norte e Nordeste, evidenciando a concentração histórica de desigualdades no território nacional.
No recorte das capitais, Curitiba aparece como a mais bem posicionada, com 71,29 pontos. Na sequência estão Brasília (70,73) e São Paulo (70,64). Completam o grupo das cinco melhores Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66).
Na parte inferior do ranking entre as capitais, Macapá e Porto Velho tiveram os menores índices, com 59,65 e 58,59 pontos, respectivamente.
Entre os municípios com pior desempenho no país, predominam cidades da Amazônia Legal e áreas com baixo acesso a serviços básicos. Além de Uiramutã, aparecem na lista localidades como Jacareacanga, Portel e Amajari.
Já no topo do ranking, além de Gavião Peixoto, figuram cidades como Jundiaí, Pompéia, Nova Lima e Maringá, reforçando a predominância do eixo Sul-Sudeste nos melhores indicadores sociais do país.