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Influenza impulsiona alta de internações por SRAG no Brasil

A circulação dos vírus influenza A e B voltou a pressionar o sistema de saúde em várias partes do país, com aumento nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre adultos, jovens e idosos. Os dados são da nova atualização do Boletim InfoGripe, informativo epidemiológico da Fundação Oswaldo Cruz.

O cenário de preocupação se espalha por 14 estados brasileiros, que atualmente registram níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento sustentada. Maranhão está entre as unidades federativas monitoradas, assim como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Além dos estados, 11 capitais também aparecem em situação crítica, incluindo São Luís, Belém, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre, onde os indicadores apontam avanço contínuo das ocorrências.

O relatório revela que o vírus sincicial respiratório (VSR) continua predominando entre os casos confirmados, sendo responsável por mais da metade das infecções graves nas últimas quatro semanas. Apesar disso, o comportamento da doença entre crianças começa a mudar: em menores de quatro anos, o ritmo de crescimento desacelerou, enquanto entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos houve redução.

No Nordeste, estados como Maranhão, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte seguem com elevação de casos ligados ao VSR. Já em parte do Centro-Oeste e em estados como Pará, Pernambuco e Minas Gerais, o quadro aponta estabilização e, em alguns casos, recuo.

Entre os vírus identificados nos exames positivos para SRAG, o VSR aparece na liderança, seguido por rinovírus e influenza A. Nos registros de mortes, no entanto, a influenza A ocupa a primeira posição, concentrando a maior parte dos óbitos.

Diante do avanço das infecções respiratórias, especialistas reforçam a necessidade de ampliar a cobertura vacinal. A recomendação inclui a vacina contra gripe para idosos, crianças e pessoas com doenças preexistentes, além da imunização contra VSR em gestantes a partir da 28ª semana.

A orientação também envolve medidas de proteção já conhecidas: uso de máscaras em ambientes fechados e unidades de saúde, evitar contato social ao apresentar sintomas gripais e manter atualizada a vacinação contra Covid-19, principalmente nos grupos de maior risco.

O balanço considera notificações registradas até 13 de junho no Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe, referentes à 23ª semana epidemiológica do ano.

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