
Caso os golpes não tivessem sido bloqueados, o prejuízo potencial para consumidores e empresas poderia chegar a R$ 1,98 bilhão.
O setor financeiro foi o principal alvo dos fraudadores. Cerca de 60% das tentativas se concentraram em bancos, operadoras de cartão, meios de pagamento e empresas de crédito. Entre os segmentos analisados, os meios de pagamento lideraram, com 644,5 mil ocorrências, o equivalente a 43% do total.
Na sequência aparecem os setores de telefonia, com 21%; bancos e cartões, com 17,3%; casas de apostas, com 11,3%; serviços, com 3,4%; varejo, com 2,2%; e financeiras, com 1,7%.
No comércio eletrônico, o cenário também preocupa. Foram mais de 368 mil tentativas de fraude no período, média de uma ocorrência a cada 21 segundos. Segundo a Serasa Experian, quase 1% de todas as transações online analisadas apresentaram indícios de golpe.
As ferramentas antifraude evitaram perdas estimadas em R$ 337,9 milhões. O levantamento aponta ainda que os criminosos priorizam compras de maior valor, com ticket médio de R$ 917,52 por tentativa.
Regionalmente, o Sudeste concentrou a maior parte das ocorrências, com 557 mil registros, o equivalente a 38,5% do total nacional. Só São Paulo respondeu por mais de 230 mil tentativas.
O Nordeste aparece em segundo lugar, com 333,1 mil casos, seguido pelo Sul (216,1 mil), Centro-Oeste (188,7 mil) e Norte (181 mil). Apesar do volume menor, Norte e Centro-Oeste apresentaram crescimento acelerado e dobraram os registros na comparação anual.
O estudo também identificou uma expansão da estrutura por trás desses crimes. Quase 2 mil grupos voltados à troca e disseminação de conteúdos fraudulentos foram mapeados nos três primeiros meses do ano, alta de 139% em relação a 2025.
Além disso, foram localizados 10.053 anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos, crescimento de 8,3% em um ano. O monitoramento também encontrou 19,7 milhões de mensagens ligadas a golpes, média de 152 publicações por minuto.
Para a Serasa Experian, os números mostram que a fraude digital deixou de ser uma prática isolada e passou a operar em rede, com estruturas organizadas voltadas à replicação e distribuição de golpes em larga escala.