
Nem o Banco Central fecha um banco assim tão intempestivamente, primeiro fiscaliza, se for o caso faz intervenção, cobra implantação de medidas saneadoras, para, caso não tenha êxito, fechar o banco num processo muito demorado.
Mas a Caixa Econômica alega de uma hora para outra que teve que fechar a lotérica, pois esta vinha praticando, já há algum tempo, diversas irregularidades. Essa decisão, além de arbitrária, demonstra a incompetência administrativa e social do banco, que não teve a competência de fiscalizar, corrigir e coibir, em tempo hábil, as tais irregularidades que alega, deixando-as acumularem até chegar ao ponto de uma atitude perniciosa para toda uma sociedade e Região.
Arame é um município pobre na região central do estado e tem uma economia baseada no comércio e na agricultura familiar, mas conta com grande potencial na pecuária, possuindo um rebanho que vem crescendo nos últimos tempos.
A lotérica fechada, correspondente bancário da Caixa Econômica, se constituía na única opção para os beneficiários dos programas sociais do governo federal, que agora têm que se deslocar numa viagem de 250 Km ida e volta até Grajaú custeada com os poucos recursos que receberiam no próprio município.
A Caixa concede as franquias aos lotéricos, que atuam nas comunidades. Além das apostas nas loterias, recebe pagamentos de contas diversas, faz depósitos e saques em contas da Caixa, além de pagar os benefícios sociais e repentinamente faz um processo numa franquia qualquer (Arame foi a bola da vez) e cancela, ou seja, ela toma uma medida extrema que não aconteceria se houvesse um acompanhamento sistemático ao longo do tempo, com punições gradativas tipo advertências e multas ou, certamente não chegaria à necessidade de cancelamento da franquia punindo não só a lotérica, mas toda sociedade.