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Professores da UFMA iniciam greve a partir do dia 15 de abril

Professores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) decidiram iniciar uma greve-geral a partir do dia 15 de abril. A categoria reivindica principalmente a recuperação de perdas salariais e a recomposição financeira das universidades.

Os docentes da universidade deliberaram pela greve durante assembleia realizada pela Apruma, entidade sindical que representa a categoria. A movimentação segue em todo o Brasil, sendo coordenado pelo Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do ANDES – Sindicato Nacional.

Paralisação – A construção da greve geral da educação e do funcionalismo público federal são discutidas a partir da campanha salarial dos servidores federais e da proposta do governo de reajuste zero em 2024. Na UFMA, os técnicos administrativos em educação (TAEs) estão em greve desde o dia 18 de março, conforme deliberação da Assembleia Geral realizada no dia 11 de março.

Nessa perspectiva, os professores, reunidos no 42º Congresso do ANDES-SN, que ocorreu entre 26 de fevereiro e 1º de março, em Fortaleza, deliberaram por continuidade às mobilizações, visando fortalecer as campanhas salariais e construir uma greve unificada no funcionalismo público federal neste ano.

Principais reivindicações da categoria

– Recomposição das perdas salariais a partir de 2016: a proposta do sindicato é de reajuste de 22,71% em 3 parcelas iguais de 7,07% em 2024, 2025 e 2026. A proposta do governo é de 9% em duas parcelas de 4,5% em 2025 e 2026, ou seja, 0% em 2024;

– Negociar a defasagem salarial do período de 2010 a 2016;

– Remuneração integral e isonômica aos integrantes do mesmo nível da carreira;

– Equiparação de benefícios com os servidores do legislativo e judiciário. O governo propõe reajuste do auxílio-alimentação de 658,00 para 1.000,00 (51,57%) e do auxílio-creche de 321,00 para 484,90 (51,06%). Estes auxílios não contemplam os aposentados e pensionistas; reajuste do auxílio-saúde de 144,00 para 215,00 (49,30%) (contempla aposentados (as) e pensionistas com plano de saúde);

– Recomposição do orçamento das Instituições Federais de Ensino Superior – IFES (Universidades, Institutos e CEFET`s);

– Autonomia universitária;

– Construção de protocolo de combate ao assédio e discriminação nas IFES;

– Revogação das normas abusivas, tanto as de controle da jornada docente, quanto aquelas que impedem a progressão e promoção na carreira e o direito à aposentadoria;

– Revogação do Novo Ensino Médio, BNCC e BNC-Formação.

Categoria: Notícias