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Brandão comemora avanços da Rede Estadual de Saúde do MA em 2024

O governador Carlos Brandão destacou os avanços da Rede Estadual de Saúde do Maranhão, que alcançou importantes reconhecimentos e certificações pelo trabalho desenvolvido no ano de 2024.

Os marcos de qualidade elevam o patamar dos serviços ofertados e colocam o Estado entre os melhores da Região Nordeste. Destacaram-se, este ano, o Hospital Carlos Macieira, a Clínica Sorrir e a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh).

Brandão falou sobre os avanços obtidos desde o início da gestão, e parabenizou os profissionais que atuam na rede estadual. “Essas certificações refletem o trabalho dedicado de todos os profissionais da saúde do Maranhão, que têm se esforçado para aprimorar o atendimento aos pacientes e implementar padrões de qualidade cada vez mais elevados. Os resultados reforçam o compromisso do governo estadual com a saúde pública e a busca contínua por melhorias no cuidado da população maranhense”, enfatizou o governador.

À frente da Secretaria Estadual de Saúde do Maranhão desde 2022, o secretário Tiago Fernandes também participou dos processos de reconhecimento da rede pública estadual, trabalhando pela ampliação dos serviços e capacitação dos centros de atendimento.

Segundo Tiago, a busca pelo melhor serviço foi um processo construído com tempo e muita dedicação de todos, como requisita o governador Carlos Brandão.

“A missão que nós temos ao longo dos últimos dias, meses e anos, é a manutenção e construção dessa grande rede pública de saúde que vem sendo realizada ao longo dos anos. Por isso, incentivamos e desenvolvemos as ações voltadas para a excelência da qualidade e segurança dos nossos pacientes. Os resultados vêm por meio dessas certificações, motivando os profissionais a se capacitarem constantemente”, destacou o secretário.

O Hospital Carlos Macieira (HCM) recebeu a certificação de Nível 2 pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), tornando-se o primeiro hospital de alta complexidade do Nordeste a atingir esse patamar.

O diretor-geral do HCM, Dr. Edilson Medeiros, explicou a importância dessa conquista para a unidade hospitalar.

“Passamos a ser o primeiro hospital público do Maranhão certificado, o primeiro hospital público em alta complexidade do Nordeste, e é uma grande satisfação para todos nós recebermos essa certificação Nível 2. O processo começou a ser construído desde 2022, com a etapa de Nível 1. Vencemos essa etapa e agora conseguimos o Nível 2, um nível no qual a unidade é acreditada plena”, finalizou.

A Acreditação é um processo de avaliação e certificação que utiliza critérios e padrões previamente estabelecidos para assegurar qualidade e segurança na prestação de serviços de saúde. Para obter a certificação, a instituição precisa demonstrar que atende aos padrões definidos pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), reconhecidos internacionalmente. Esse processo é voluntário, confidencial e não tem caráter de fiscalização.

Outro destaque foi a Clínica Sorrir, localizada na Praia Grande, que também obteve o certificado de Nível 2 da ONA, sendo reconhecida como a primeira clínica odontológica do Brasil a alcançar esse nível de acreditação. Um feito que reafirma o compromisso da unidade com a qualidade no atendimento e os padrões de excelência em odontologia.

“Poucos centros odontológicos no Brasil possuem a certificação ONA. Isso mostra o compromisso do governador Carlos Brandão de buscar uma saúde pública de qualidade. A Sorrir foi a primeira unidade pública do Maranhão a receber a certificação ONA, e o Nível 2 que adquirimos agora é um marco importante para a saúde pública do estado”, frisou o diretor técnico da Sorrir Praia Grande, Fabrício Saraiva.

Além disso, a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh) conquistou a certificação internacional ISO 9001, que atesta a qualidade da gestão e a eficiência dos serviços oferecidos pela Rede Estadual de Saúde.

Crise financeira é principal desafio de gestão para 71% dos municípios brasileiros, aponta estudo

A crise financeira e a falta de recursos foram apontadas como os maiores desafios de gestão para 71,2% dos municípios brasileiros nos últimos quatro anos, segundo estudo  da Confederação   Nacional de Municípios (CNM).

A pesquisa ouviu 4.473 cidades e revelou que 3.186 prefeituras enfrentaram esse problema. Instabilidade política e econômica também foram mencionadas por 53,1% dos gestores, enquanto reajustes salariais e questões de saúde somaram 47,8%, com destaque para a Bahia, no Nordeste, onde 167 cidades (13%) relataram esses desafios.

Sobre o Censo e as estimativas populacionais, 45,1% dos municípios indicaram preocupações, sendo Minas Gerais o estado com maior incidência no Sudeste, representando 215 prefeituras (7%). Já os desastres naturais foram um problema para 34,2% dos entrevistados, com o Rio Grande do Sul concentrando 20% dos relatos no Sul, totalizando 391 cidades impactadas.

O estudo também abordou a confiança dos prefeitos reeleitos quanto ao desempenho financeiro em 2025. As opiniões ficaram equilibradas: 49,3% declararam estar confiantes ou muito confiantes, enquanto 49,1% disseram estar pouco ou nada confiantes.

Apesar das dificuldades financeiras, 80,9% dos gestores garantem que encerrarão o mandato com as contas em dia. Apenas 22,5% (1.055 prefeitos) afirmaram que deixarão restos a pagar para a próxima gestão, enquanto a maioria (70,7% ou 3.162 municípios) não deixará pendências financeiras.

Raimundo Penha é diplomado para seu terceiro mandato

O vereador Raimundo Penha foi diplomado nesta terça-feira (17) em solenidade promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), no auditório da Fiema. Além dele, foram diplomados os demais 30 vereadores, o prefeito e a vice-prefeita de São Luís.

“Receber mais uma vez essa diplomação é uma grande honra e uma responsabilidade imensa. Vamos continuar trabalhando com dedicação pela educação, pela juventude, pelos direitos das pessoas com deficiência e dos idosos. Nosso compromisso é com uma São Luís mais justa, inclusiva e com mais oportunidades para todos”, declarou Raimundo Penha, após ser diplomado.

Penha foi reeleito para o seu terceiro mandato com 5.768 votos. Nos dois primeiros, teve como principais bandeiras a educação, os direitos dos idosos e das pessoas com deficiência, além do incentivo à juventude e ao esporte.

Antes de ser vereador, Penha foi presidente do IPAM, secretário de Desporto e Lazer e presidente do Conselho Estadual de Juventude.

Rubens Júnior defende critério usado pela Alema e diz que Judiciário não deve se intrometer em eleição de Mesa

O deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT) se pronunciou na Câmara Federal (DF), em defesa da legitimidade do critério de maior idade usado para desempate na eleição para presidente da Assembleia Legislativa.

O parlamentar relembrou o ocorrido no pleito, realizado pela casa legislativa, e a judicialização do caso pelo partido Solidariedade, que entrou com a ação no Supremo Tribunal Federal (STF). Também ressaltou os critérios de definição usados nas eleições da Câmara Federal (que tem mais mandatos) e do Senado (o mais idoso), estando ambos de acordo com a Constituição.

“As duas saídas são constitucionais, porque esse é um assunto interna corporis. Não cabe ao Judiciário se intrometer em critério de desempate de eleição de Mesa”, disse.

E assinalou: “Por isso, é que eu não tenho dúvida, eu tenho segurança jurídica de que a presidente Iracema Vale será consolidada na sua vitória, porque o Regimento Interno da Assembleia Legislativa deve prevalecer”.

Prefeito de Pinheiro é acionado pelo MPMA por irregularidades na transição municipal

Devido à recusa em fornecer documentos e informações da administração pública municipal para a equipe de transição da futura gestão, o prefeito João Luciano Silva Soares, mais conhecido como Luciano Genésio, foi acionado judicialmente na última sexta-feira, 13, pelo Ministério Público do Maranhão.

O atual gestor é alvo de duas ações ajuizadas pela 1ª Promotoria de Justiça de Pinheiro. A primeira, de obrigação de fazer, tem o objetivo de assegurar a transparência administrativa e a continuidade dos serviços públicos durante a mudança de gestão. A segunda busca a responsabilidade dele pelos atos de improbidade.

Também foram acionados, em ambas ações, por omissões no cumprimento das normas que regem a transição administrativa: Tibério Mariano Martins Filho (comissão de transição), Antônio Guedes de Paiva Neto (controlador-geral do Município), Gilmar Martins Silva (contador geral do Município), Jaina Lobato Silva (assessora jurídica), Silvano José Moraes Ribeiro (assessor especial da Comissão Central de Licitação), Valdileia Ferreira Câmara (assessora especial de Recursos Humanos), Jamily Bittencourt Soares (assessora técnica da Secretaria de Saúde) e Lucilene Coelho Sá (assessora especial da Secretaria de Administração).

O MPMA apontou que não foram entregues documentos dos relatórios financeiros, dívidas ativas, inventários patrimoniais e demonstrativos de restos a pagar. As irregularidades também foram constatadas pela interrupção de serviços públicos, atrasos salariais, acúmulo de resíduos sólidos e desativação de serviços de saúde.

Segundo a promotora de justiça Samira Mercês dos Santos, a omissão em repassar as informações contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Instrução Normativa nº 80/2024 do Tribunal de Contas do Estado. “A ausência dessas informações compromete gravemente a continuidade dos serviços públicos, podendo afetar áreas fundamentais como saúde, educação, infraestrutura e assistência social, além de gerar prejuízos financeiros irreparáveis ao município”, afirmou.

Pedidos – A Promotoria de Justiça solicitou, liminarmente, ao Poder Judiciário o afastamento do prefeito Luciano Genésio e que o sucessor (da atual gestão) seja obrigado a informar a situação administrativa municipal, incluindo todos os documentos, dados e informações para a transição municipal. Além disso, foi pedida a decretação da indisponibilidade de bens do requerido no valor de R$ 1 milhão.

Também foi pedido que a equipe de transição seja obrigada a repassar as referidas informações e documentos, além da lista de servidores exonerados e daqueles que continuam em exercício, suas funções e salários.

O MPMA requereu que sejam restabelecidos os serviços de saúde de Pinheiro, incluindo a oferta de medicamentos e ambulâncias. Em caso de descumprimento, foi solicitada a fixação de multa diária de R$ 5 mil a ser paga pessoalmente por Luciano Genésio, que pode responder por crime de desobediência.

Caso persista o problema, o Ministério Público solicitou o bloqueio de todas as verbas depositadas nas contas do Município de Pinheiro para impedir qualquer saque, transferência ou movimentação, com liberação dos recursos condicionada à autorização judicial.

Na avaliação da promotora de justiça Samira Mercês, a transição de governo é um direito fundamental da sociedade, pois assegura que a nova gestão assuma suas funções com total conhecimento da situação administrativa, patrimonial e financeira da cidade.

“Além de comprometer a transparência, a falta de cooperação no processo de transição gera prejuízos ao funcionamento da máquina pública e impacta diretamente o atendimento à população em áreas como saúde, educação e infraestrutura”, concluiu a promotora de justiça.

Polícia Federal deflagra operação contra exploração econômica de indígenas no MA

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (17/12) a Operação Cativeiro Invisível, em Jenipapo dos Vieiras/MA, para cumprir 10 mandados de busca e apreensão domiciliares expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão.

A operação tem como objetivo aprofundar investigações sobre denúncias de abusos e exploração de indígenas da terra Lagoa Comprida, localizada no município de Jenipapo dos Vieiras. Segundo denúncia anônima, comerciantes locais estariam retendo indevidamente cartões de benefícios sociais e previdenciários como garantia de pagamento de dívidas. Esses débitos seriam oriundos de mercadorias vendidas a preços abusivos e de empréstimos realizados a juros elevados. Além disso, os suspeitos teriam feito empréstimos em nome dos indígenas junto a instituições financeiras.

Durante as diligências, um dos alvos foi flagrado na posse de cartões pertencentes aos indígenas. Esses cartões foram apreendidos pela Polícia Federal e posteriormente devolvidos aos legítimos titulares com o apoio da FUNAI. No decorrer das buscas, também foram encontrados diversos outros cartões de benefícios, documentos de identidade, armas de fogo e munições. Dois indivíduos foram presos em flagrante por posse ilegal de armas.

Os objetos apreendidos serão analisados para determinar se as condutas configuram crimes como apropriação indébita, extorsão, ou retenção de cartões magnéticos de contas bancárias vinculadas a benefícios sociais – crime previsto no Estatuto do Idoso caso a vítima seja indígena idosa.

A Polícia Federal segue com as investigações para identificar todos os envolvidos e adotar as medidas legais cabíveis.

Sefaz vai cobrar ICMS e IPVA sonegados por irregularidade na concessão de alvarás de taxistas

Após a revelação do esquema que mostrou irregularidades na concessão de licenças para falsos taxistas para compra de carros novos mais baratos, a Secretaria da Fazenda do Maranhão (Sefaz), em conjunto com o Ministério Público, está atuando para reaver o ICMS e IPVA que foram sonegados com a fraude.

A fraude se deu por meio da expedição irregular dos alvarás pelas prefeituras, uma vez que não são cumpridos critérios estabelecidos em Lei Federal e pelos próprios municípios.

Centenas de pessoas que não exercem a atividade de táxi, ou que estão impedidas de exercer esta profissão, tais como servidores públicos civis e militares, profissionais liberais entre outros, foram identificados de posse de alvarás municipais de taxistas, o que lhes possibilitou a obtenção indevida de isenção do IPVA e do ICMS.

Com a identificação dos implicados na fraude, a Sefaz vai fazer o lançamento e a cobrança do ICMS e do IPVA por meio de autos de infração para recuperar aos cofres públicos os valores que foram sonegados com multas punitivas e juros.

Além da cobrança, a Sefaz fará a representação fiscal dos envolvidos nas irregularidades junto ao Ministério Público Estadual, para que sejam responsabilizadas por crimes contra a ordem tributária e outras condutas criminosas.

Os implicados na fraude que pagarem integralmente o ICMS e o IPVA devidos, antes da emissão dos autos de infração, poderão fazê-lo sem o pagamento da multa por infração, pagando os impostos, adicionados da multa e os juros moratórios.

A medida atende ao disposto no art. 138 do Código Tributário Nacional que determina que: “a responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada do pagamento do tributo devido e dos juros de mora”.

Para fazer o pagamento antes da emissão do auto de infração, a pessoa deve protocolar o pedido no sistema SEI em agência de atendimento da Sefaz, com a natureza de “DENÚNCIA ESPONTÂNEA”.

O pedido deve vir acompanhado de declaração firmada pelo proprietário do veículo com a informação da irregularidade cometida da isenção indevida de IPVA e ICMS e dos períodos que ocorreram estas isenções irregulares; cópia de documento que permita a comprovação da identidade da pessoa; CRLV do veículo objeto da irregularidade.

Justiça Federal determina que Prefeitura de Caxias forneça medicamentos para unidades de saúde

A Justiça Federal confirmou decisão liminar anterior, em ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), e determinou ao município de Caxias (MA) que estabeleça o fornecimento contínuo de medicamentos e insumos hospitalares nas unidades de saúde municipais sob sua responsabilidade.

A sentença concedeu o prazo de 30 dias ao município e definindo multa diária de R$ 5 mil, em caso de descumprimento. A determinação já vem sendo cumprida parcialmente pela prefeitura, que passou a regularizar o fornecimento dos materiais após a Justiça ter concedido a liminar.

De acordo com a sentença, o município de Caxias deve manter uma regularidade não adequada dos medicamentos e insumos hospitalares em todos os centros de saúde municipais, em especial, no Complexo Hospitalar Gentil Filho, Maternidade Carmosina Coutinho, Hospital Infantil Municipal João Viana, na Unidade de Pronto Atendimento – UPA, no Centro de Atenção Psicossocial – CAPS, na Policlínica de Atendimento Médico – PA.

A ação foi proposta pelo MPF e MPMA, em 2022, após diversas tentativas de resolver a questão de forma administrativa junto à prefeitura de Caixas, que não tomou as medidas provisórias à época. Foi realizado, desde 2021, o acompanhamento do abastecimento de medicamentos e insumos hospitalares na rede pública de saúde do município, por meio de diversas inspeções nas unidades de saúde, realizadas pela procuradora da República Anne Caroline Neitzke e pela promotora de justiça Ana Cláudia Cruz dos Anjos. Nessas graças, foi identificada missão por parte da gestão municipal, que não garante o fornecimento contínuo do material hospitalar.

Cumprimento parcial da liminar – Diante da constante falta de medicamentos e insumos essenciais nos estabelecimentos hospitalares do município, foi instaurado inquérito civil público, no qual os Ministérios Públicos enviaram vários ofícios à prefeitura de Caxias, para que tomasse as providências para resolver a questão , mas tais medidas não tiveram sucesso.

Dessa forma, o MPF e o MPMA entraram com a ação civil pública na Justiça Federal, com pedido de urgência, para que fosse determinado ao então prefeito de Caxias que, no prazo de 30 dias, estabelecesse o contínuo e ininterrupto fornecido de medicamentos e insumos hospitalares em todos os estabelecimentos públicos de saúde municipais, sob pena de multa diária de R$ 500,00.

O pedido foi aceito pela Justiça, que deferiu um liminar. Nas novas inspeções realizadas pelos representantes do MPF e do MPMA, foi constatado o cumprimento parcial do liminar por parte da prefeitura, que passou a fornecer todos os medicamentos e insumos. Apesar de não ter ocorrido mais falta de materiais, ainda foram verificados atrasos não fornecidos em casos pontuais, de forma que a Justiça confirmou as determinações da liminar na sentença, proferida em 11 de novembro, para que seja mantida a regularidade do fornecido, aumentando a multa diária para R$ 5 mil, em caso de descumprimento.

Mais de 17 milhões de brasileiros já possuem a nova Carteira de Identidade

Mais de 17 milhões de brasileiros já possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

“A nova Carteira de Identidade Nacional reduz as fraudes, melhora os cadastros administrativos e qualifica o acesso a serviços públicos digitais, pois possibilita um acesso mais seguro (conta Ouro) aos mais de 4,5 mil serviços digitais disponíveis no Gov.br”, destacou a pasta.

Em nota, o ministério reforçou que todos os brasileiros têm até 2032 para fazer a troca do documento pela nova identidade, sendo que a primeira via gratuita. Atualmente, a CIN é emitida em todos os estados brasileiros. Mais informações podem ser acessadas no gov.br/identidade.

Infraestrutura pública digital – No comunicado, a pasta informou que planeja construir uma Infraestrutura Pública Digital (IPD) de identificação civil no intuito de automatizar os serviços públicos. “Essa IPD utilizará a base de dados da CIN e a identificação em meios digitais do Gov.br”.

“Uma IPD é um conjunto de sistemas digitais compartilhados que devem ser seguros e interoperáveis. Esses sistemas podem ser construídos a partir de especificações e padrões abertos, para ofertar acesso equitativo a serviços públicos e privados em escala social”, completou o ministério.

A proposta é que o Gov.br passe a informar, por exemplo, sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou sobre como tirar a carteira de motorista se quem estiver acessando for uma pessoa com 18 anos. Caso seja um idoso, a plataforma poderá informar sobre aposentadoria ou sobre a concessão de benefícios.

Fonte: Agência Brasil

Prefeito de Arari deve prestar informações à equipe de transição, determina Justiça

Em atendimento a recurso interposto pelo Ministério Público do Maranhão, o Tribunal de Justiça determinou ao Município de Arari, na pessoa do prefeito Rui Fernandes Filho, que entregue, no prazo de 48 horas, todos os documentos e informações requisitados pela equipe de transição da futura gestão municipal.

Ajuizado pela titular da Promotoria de Justiça de Arari, Alessandra Darub Alves, o Agravo de Instrumento recorreu de decisão proferida pelo juízo da Comarca, que indeferiu o pedido de liminar em Ação Civil Pública movida com o objetivo de assegurar a transição administrativa de Arari.

Em caso de descumprimento da medida, deverá ser aplicada multa diária no valor de R$ 5 mil reais, por dia de descumprimento, limitado o teto da multa a R$ 100 mil.

A decisão do desembargador Jamil de Miranda Gedeon Neto, da 2ª Câmara de Direito Público, prevê, ainda, o bloqueio de todas as verbas depositadas nas contas do Município de Arari, incluindo aquelas vinculadas ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e a outros fundos municipais. A medida visa coibir qualquer saque, transferência ou movimentação sem autorização judicial, até o dia 31 de dezembro deste ano.

Os recursos somente poderão ser liberados mediante alvará judicial, realizado na Comarca de Arari, para que seja assegurada a manutenção dos serviços públicos essenciais (saúde, educação, folha de pagamento de servidores, fornecimento de medicamentos, transporte de pacientes e escolar e manutenção de bens e serviços imprescindíveis.

Ação Civil – Na Ação Civil Pública, o Ministério Público fundamentou seu pedido na Lei de Responsabilidade Fiscal, na Constituição Estadual do Maranhão e na Instrução Normativa nº 80/2024 do TCE/MA, que disciplinam o processo de transição administrativa.

A Promotoria de Justiça de Arari requereu ao gestor municipal atual para fornecer à equipe de transição da prefeita eleita todas as informações e documentos relativos às contas públicas, convênios, contratos administrativos e folha de pagamento.

Entre outros fatos apontados para justificar o pedido, está a omissão do prefeito em fornecer as informações solicitadas à equipe de transição, o que viola os princípios da legalidade, publicidade e eficiência previstos na Constituição Federal. Também foi alegado que a falta de informações prejudica gravemente a organização administrativa da nova gestão, comprometendo o planejamento e a continuidade dos serviços públicos.