
Em julho, as prefeituras receberam R$ 19,43 bilhões. Já em agosto, o montante chegou a R$ 13,57 bilhões — quase o dobro do que havia sido repassado no mesmo mês do ano anterior, que ficou em R$ 6,72 bilhões. No último decêndio de agosto, a União creditou R$ 4,7 bilhões, 18% acima do volume distribuído em 2024.
Esse desempenho reflete o aumento da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), tributos que formam a base do fundo. A geração de empregos formais e a maior atividade industrial são apontadas como fatores decisivos para o crescimento.
Mais do que números, o avanço nos repasses significa previsibilidade para os gestores municipais. Em muitas cidades de pequeno porte, o FPM representa a principal receita corrente, chegando a responder por até 80% dos recursos disponíveis. Esse dinheiro é utilizado no custeio da máquina pública e na manutenção de serviços essenciais, como saúde e educação.
Criado em 1967 e reforçado pela Constituição de 1988, o FPM é um instrumento de redistribuição de recursos da União, funcionando como um mecanismo de equilíbrio entre os entes federativos. A tendência de crescimento até o fim do ano projeta um cenário mais favorável para que os municípios possam honrar compromissos e investir em políticas públicas.