
São Paulo concentra o maior número de ocorrências, com 62 confirmações. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1) e o Distrito Federal (1).
Desde o início do monitoramento ampliado, em 2022, o país acumulou 14.566 notificações. A maior concentração ocorreu entre 2022 e 2023, período marcado por surto internacional que atingiu mais de 120 países e ultrapassou 100 mil casos no mundo.
A mpox é uma doença viral zoonótica, causada por vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo da varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas, além de exposição a fluidos corporais e secreções respiratórias. Também pode ocorrer por meio do compartilhamento de objetos contaminados, como roupas e toalhas, e pelo contato com animais silvestres infectados, especialmente roedores.
Entre os sintomas mais frequentes estão erupções ou lesões cutâneas em diferentes partes do corpo, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, fraqueza e aumento dos linfonodos (ínguas).
Em caso de suspeita ou confirmação, a orientação é adotar isolamento imediato e evitar o compartilhamento de objetos pessoais até o fim do período de transmissão.
A principal forma de enfrentamento da doença é a prevenção. O Ministério da Saúde recomenda evitar contato direto com pessoas infectadas. Quando a interação for inevitável, indica-se o uso de luvas, máscaras, avental e proteção ocular. Também é orientado manter a higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, higienizar roupas de cama e toalhas com água morna e detergente, desinfetar superfícies e descartar adequadamente materiais utilizados em curativos.
Não há tratamento específico para a infecção. Em 2022, o antiviral tecovirimat (TPOXX), desenvolvido originalmente para varíola, passou a ser utilizado como apoio no manejo clínico da mpox. Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem espontaneamente. O cuidado médico é voltado ao alívio das manifestações, à prevenção de complicações e à redução de possíveis sequelas. Recomenda-se manter as lesões secas ou cobertas, evitar contato com feridas na boca e nos olhos e utilizar enxaguantes bucais e colírios sem corticoide, quando indicado.
A vacinação no país é direcionada a grupos considerados de maior risco para formas graves da doença. Na imunização pré-exposição, são contempladas pessoas vivendo com HIV/aids, maiores de 18 anos, com imunossupressão, e profissionais de laboratório entre 18 e 49 anos que atuam diretamente com o vírus. Já a vacinação pós-exposição é indicada para indivíduos que tiveram contato direto com fluidos ou secreções de casos suspeitos, prováveis ou confirmados.