
Os dados mostram ainda que essas 100 localidades reúnem somente 36,4% da população nacional, o que evidencia que o volume de tributos recolhidos está mais associado à intensidade da atividade econômica — especialmente industrial, empresarial e de serviços — do que ao tamanho populacional.
No recorte regional, a predominância é do Sudeste, responsável por 53% da arrecadação total. A Região Sul aparece em seguida, com 26%. Somadas, as duas regiões concentram 79% de toda a receita tributária do país.
Entre os municípios que mais arrecadaram em 2024, os dez primeiros acumulam juntos R$ 1,9 trilhão. A liderança é de São Paulo, que sozinha respondeu por quase um quarto do total nacional.
Municípios com maior arrecadação em 2024
São Paulo (SP) – R$ 581,2 bilhões
Rio de Janeiro (RJ) – R$ 306,9 bilhões
Brasília (DF) – R$ 180,1 bilhões
Belo Horizonte (MG) – R$ 54,7 bilhões
Osasco (SP) – R$ 50,2 bilhões
Curitiba (PR) – R$ 44,5 bilhões
Barueri (SP) – R$ 36,5 bilhões
Porto Alegre (RS) – R$ 33,7 bilhões
Itajaí (SC) – R$ 27,1 bilhões
Campinas (SP) – R$ 26 bilhões
O levantamento também aponta que municípios de médio porte com forte base industrial ou logística registram desempenho superior ao de diversas capitais das regiões Norte e Nordeste. É o caso de Joinville, Caxias do Sul e Itajaí, que figuram entre os maiores volumes arrecadados do país.
A concentração da receita ocorre em um momento de transição no sistema tributário brasileiro. A Reforma Tributária prevê a substituição do modelo de cobrança baseado na origem da produção pelo critério do destino, no qual a arrecadação passa a ocorrer no local de consumo do bem ou serviço. A mudança tende a alterar o fluxo de receitas entre os municípios ao longo do período de adaptação previsto na legislação.