
A transferência dos recursos ocorre mensalmente e tem como finalidade apoiar financeiramente os entes federados no custeio do piso. A medida busca dar previsibilidade às gestões locais e evitar atrasos no pagamento de enfermeiros, técnicos e auxiliares, profissionais que sustentam a linha de frente do atendimento público de saúde.
Do montante total, a maior parte será direcionada aos municípios, que concentram cerca de R$ 585 milhões. Já os governos estaduais receberão aproximadamente R$ 214 milhões para a execução direta das folhas de pagamento.
Entre as administrações estaduais, Pernambuco lidera o volume de recursos, com mais de R$ 36 milhões. Bahia e Paraná aparecem na sequência, com cerca de R$ 28 milhões e R$ 16 milhões, respectivamente, considerando os valores somados de execução estadual e municipal.
No âmbito municipal, algumas cidades se destacam pelos repasses mais robustos. Maringá (PR), Contagem (MG) e São Gonçalo (RJ) terão, cada uma, mais de R$ 2 milhões. Em outras localidades, como São Bento (PB), Piracicaba (SP) e Portel (PA), os valores giram em torno de R$ 300 mil por município.
As quantias detalhadas para cada ente federativo estão disponíveis na Portaria GM/MS nº 10.173, de 22 de janeiro de 2026, publicada no Diário Oficial da União. Com os repasses regularizados, a expectativa é que estados e prefeituras mantenham o pagamento do piso em dia, reforçando a valorização de uma das categorias mais essenciais do sistema de saúde brasileiro.