
A expectativa é alcançar ao menos 90% de cobertura entre os grupos prioritários. Devem buscar imunização nas Unidades Básicas de Saúde crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais. Também integram o público-alvo puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde e da educação, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua e indivíduos com comorbidades ou deficiência permanente.
A lista inclui ainda caminhoneiros, profissionais do transporte coletivo, trabalhadores portuários e dos correios, integrantes das forças de segurança e das Forças Armadas, população privada de liberdade e jovens em medidas socioeducativas.
A vacina disponível protege contra os principais vírus em circulação, como influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B. A proteção é mais elevada nos primeiros meses após a aplicação e pode durar entre seis e 12 meses, o que torna necessária a imunização anual.
Levantamento do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, aponta aumento recente nos casos de influenza A no país, com registros acima do esperado de Síndrome Respiratória Aguda Grave para esta época do ano. Embora a maior incidência costume ocorrer no outono e no inverno, especialistas destacam que o vírus circula ao longo de todo o ano, variando conforme fatores climáticos e regionais.
A vacinação é considerada a forma mais eficaz de evitar complicações, reduzir a transmissão e minimizar a pressão sobre os serviços de saúde. Apesar da data oficial de início, estados e municípios podem antecipar a aplicação das doses conforme a disponibilidade de imunizantes.
Desde 2025, a vacina contra a gripe passou a fazer parte do calendário regular para crianças pequenas, gestantes e idosos, permitindo que esses grupos recebam a dose durante todo o ano nas unidades de saúde.