
A pressão sobre os custos é generalizada. Quase metade das empresas consultadas (47%) classificou o aumento como alto ou muito alto no período analisado, enquanto 23% afirmaram não ter percebido variações significativas.
Entre os principais fatores que impulsionam essa alta estão os gastos com insumos e matérias-primas (37%), folha de pagamento (36%), tributos (32%) e despesas com aluguel (29%).
A dificuldade de transferir esses aumentos ao consumidor está relacionada, em parte, ao perfil das empresas analisadas. Do total, 32% são Microempreendedores Individuais (MEIs), 19% microempresas (MEs) e 12% empresas de pequeno porte (EPP), categorias que tendem a ter menor poder de precificação.
Do ponto de vista setorial, o comércio concentra a maior parcela das empresas ouvidas (45%), seguido por serviços (36%) e indústria (18%). A predominância do varejo — segmento mais sensível a variações de preços — contribui para limitar o repasse dos custos ao consumidor final.
A pesquisa também mostra que a pressão é nacional, com empresas distribuídas por todas as regiões: Sudeste (34%), Sul (21%), Centro-Oeste (17%), Nordeste (16%) e Norte (12%).
Diante desse cenário, especialistas recomendam que empresários reforcem o planejamento financeiro e adotem estratégias de controle de custos para preservar a sustentabilidade dos negócios. Ferramentas de gestão e materiais de apoio estão disponíveis gratuitamente na plataforma da Serasa Experian, com foco em organização de caixa e tomada de decisão.