
O avanço desse segmento ocorre em ritmo acelerado. Desde 2010, o número de eleitores idosos cresceu 74%, enquanto o eleitorado geral registrou expansão de 15% no mesmo período, conforme levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A presença mais expressiva também se reflete na participação política. Nas eleições municipais de 2024, mais de 70 mil candidatos tinham acima de 60 anos, o que correspondeu a 15% do total — a maior proporção já registrada.
Além do crescimento numérico, os eleitores mais velhos apresentam maior engajamento. A taxa de abstenção nessa faixa etária vem caindo ao longo das últimas eleições: passou de 37,1% em 2014 para 34,5% em 2022. Em sentido oposto, a média geral do eleitorado registrou leve aumento no período, saindo de 19,4% para 20,9%.
Entre os eleitores de 60 a 69 anos, para os quais o voto ainda é obrigatório, o comparecimento chega a 85,7%. Já entre aqueles com mais de 70 anos — grupo em que o voto é facultativo —, a participação também cresce: a abstenção recuou de 63,6% em 2014 para 58,9% em 2022, com taxa de comparecimento de 41,1% no último pleito.
Regionalmente, o impacto é mais evidente no Sul e Sudeste, onde a população é proporcionalmente mais envelhecida. Estados como Rio Grande do Sul (29,3%), Rio de Janeiro (28%), Minas Gerais (26%) e São Paulo (24,6%) concentram as maiores fatias de eleitores com 60 anos ou mais, reforçando o peso desse público nos principais colégios eleitorais do país.
De acordo com o estudo, além de mais presentes nas urnas, esses eleitores tendem a votar por identificação política, característica que amplia sua relevância estratégica no cenário eleitoral.