
A operação mobiliza cerca de 220 policiais da capital e do interior. Além da Polícia Civil, dão apoio no cumprimento dos mandados equipes da Polícia Militar, Força Estadual, Centro Tático Aéreo (CTA), Perícia Oficial e Corpo de Bombeiros Militar.
As ações ocorrem de forma simultânea em São Luís, Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar. Um dos mandados também é cumprido no município de Balsas, na região Sul do estado. Todos os alvos são apontados como integrantes de uma organização criminosa com atuação concentrada na região.
A operação é resultado de investigação conduzida pelo DCCO/SEIC, que identificou um banco de dados estruturado da facção “Bonde dos 40”, contendo informações detalhadas sobre seus membros. O material revelou um sistema organizado de gerenciamento interno, com dados como data de “batismo”, área de atuação, histórico criminal, indicação de padrinhos e número de matrícula na organização.
A partir da análise desse conteúdo, foi possível identificar e individualizar os investigados, reunindo elementos consistentes que embasaram os pedidos judiciais de prisão e de busca e apreensão.
O trabalho investigativo contou com a atuação integrada de diversas unidades especializadas, entre elas a Superintendência Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP), a Superintendência de Polícia Civil da Capital – Seccional Leste (SPCC/Leste), a Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), o Centro de Inteligência da Polícia Civil (CIPC/PCMA), o Centro de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (CISP/SSP) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Maranhão (FICCO/MA).
O nome “Operação Atlas” faz referência à magnitude e à complexidade da ofensiva, simbolizando o esforço coordenado das forças de segurança para sustentar e restabelecer a ordem pública, atingindo a base estrutural da organização criminosa.
A Operação Atlas também integra o cronograma da Operação Nacional da Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas), coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) e da Diopi (Diretoria de Operações Integradas e Inteligência). A iniciativa articula unidades especializadas das Polícias Civis de todo o país, promovendo uma resposta integrada e de alta precisão no combate ao crime organizado.