
De acordo com o levantamento InfoGripe, o VSR foi responsável por 41,5% dos casos positivos de SRAG nas últimas quatro semanas epidemiológicas. Em seguida aparecem a influenza A, com 27,2%, e o rinovírus, com 25,5%. Já a Covid-19 respondeu por 2,9% das ocorrências.
Entre os óbitos relacionados à SRAG, a influenza A aparece com maior presença, representando 51,8% dos registros. O rinovírus correspondeu a 15,4% das mortes, enquanto o VSR esteve associado a 11,4% dos casos fatais.
O boletim também aponta crescimento das hospitalizações por influenza A nos estados da Região Sul e em parte do Norte e Sudeste, incluindo São Paulo, Espírito Santo, Roraima e Tocantins. O rinovírus segue contribuindo para o aumento das internações em estados como Amazonas, Amapá, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Por outro lado, os casos de SRAG ligados à Covid-19 continuam em queda na maior parte do país. O levantamento identifica desaceleração no avanço das notificações no Ceará e no Maranhão.
Apesar de o cenário ainda ser considerado preocupante, alguns estados já apresentam sinais de estabilização ou redução no número de casos. É o caso de Amazonas, Roraima, Rondônia, Tocantins, Goiás e Mato Grosso.
O InfoGripe destaca ainda que diversos estados permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, entre eles Bahia, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
Entre as capitais, 15 cidades apresentam tendência de crescimento de longo prazo nos casos de SRAG, incluindo Belém, Belo Horizonte, Campo Grande, Florianópolis, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
A Fiocruz reforça que a vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra casos graves e mortes provocadas pela influenza A e pelo vírus sincicial respiratório.