
De acordo com o levantamento, praticamente todos os estados brasileiros apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG. Apenas Paraná e São Paulo ficaram fora desse cenário. Em diversas unidades da federação, o crescimento dos casos permanece em tendência de alta no longo prazo, incluindo Maranhão, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais, Amazonas e Distrito Federal.
Entre as capitais, 18 registram aumento da atividade de SRAG, entre elas São Luís, Belém, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. Segundo o boletim, a maior parte das internações ocorre entre crianças menores de 2 anos. Em cidades como Maceió, Palmas e Campo Grande, também houve crescimento de casos entre idosos.
O InfoGripe destaca ainda que o aumento dos registros já era esperado para este período do ano, tradicionalmente marcado pela maior circulação de vírus respiratórios. A previsão é de que o pico ocorra em meados de maio. Apesar disso, a influenza A começou a circular mais cedo em 2026, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, o que já levou alguns estados dessas áreas a apresentarem sinais de desaceleração nos casos.
Mesmo assim, estados do Sul, além de Acre, Rondônia, Roraima, São Paulo, Espírito Santo e Alagoas, continuam registrando crescimento das ocorrências de SRAG associadas à influenza A.
O boletim também chama atenção para o avanço dos casos provocados pelo VSR, vírus que atinge principalmente crianças pequenas. O aumento foi identificado em estados de todas as regiões do país, como Maranhão, Bahia, Ceará, Pernambuco, Pará, Paraíba, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.
Por outro lado, Acre, Goiás, Rondônia e Roraima apresentam sinais de redução nos casos ligados ao VSR. Já Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Tocantins registram estabilidade ou oscilações nos indicadores.
Em relação à Covid-19, o levantamento aponta tendência de crescimento dos casos de SRAG apenas no Ceará e no Maranhão.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 38% dos casos positivos de SRAG, seguido pela influenza A, com 28,9%, rinovírus, com 26,8%, influenza B, com 3,7%, e Sars-CoV-2, com 3,1%.
Entre os óbitos associados à SRAG, a influenza A aparece com maior predominância, representando 49,2% das mortes. O rinovírus corresponde a 19,5%, enquanto a Covid-19 responde por 14,1% dos registros fatais.
Os dados do InfoGripe foram atualizados até 2 de maio e têm como base as notificações inseridas no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe.