
A mudança interrompe uma sequência iniciada em janeiro, quando vigorava a bandeira verde, sem custos extras, em razão das condições favoráveis de geração e dos níveis satisfatórios dos reservatórios das hidrelétricas. Segundo a agência, a nova sinalização reflete a redução do volume de chuvas com a transição do período chuvoso para o seco, cenário que diminui a geração hidrelétrica e exige o acionamento de usinas termelétricas, mais caras.
O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, funciona como um indicativo dos custos variáveis da produção de energia no país. As cores mostram ao consumidor quanto está custando gerar a eletricidade utilizada em residências, comércios e indústrias.
A definição mensal das bandeiras leva em consideração avaliações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por analisar as condições de operação do sistema elétrico e estimar os custos necessários para garantir o atendimento da demanda.
Quando a bandeira é verde, não há acréscimos na tarifa. Já nas bandeiras amarela e vermelha, os consumidores passam a pagar valores adicionais proporcionais ao consumo. No caso da bandeira amarela, o custo extra é de R$ 1,88 a cada 100 kWh. Na bandeira vermelha patamar 1, o adicional sobe para R$ 4,46, enquanto no patamar 2 chega a R$ 7,87 para o mesmo volume de consumo.