
Um dos principais pontos levantados por Tiago foi a baixa cobertura da atenção primária em São Luís. Segundo ele, a falta de acompanhamento preventivo faz com que milhares de pacientes procurem diretamente as unidades de urgência e emergência, contribuindo para a sobrecarga dos hospitais. O ex-secretário também ressaltou que a capital possui responsabilidades pactuadas no atendimento regionalizado e recebe recursos federais para atender pacientes de diversos municípios do Maranhão, razão pela qual o fluxo de usuários do interior para São Luís é uma consequência natural da organização da rede pública de saúde.
Outro tema abordado foi o impacto de decisões administrativas da gestão municipal sobre a rede estadual. Tiago citou mudanças no atendimento do Hospital da Criança e alterações em parcerias entre Município e Estado, como no caso da Policlínica do Cohatrac. Na avaliação dele, medidas desse tipo acabaram transferindo demandas para estruturas estaduais e aumentaram a pressão sobre serviços já bastante procurados pela população.
Ao final, o debate acabou servindo como uma demonstração da qualificação técnica dos quadros que passaram pela gestão do governador Carlos Brandão. Enquanto Tiago apresentou números, diagnósticos e soluções para os desafios da saúde pública, suas argumentações encontraram pouca contestação ao longo da discussão. Para observadores da cena política, o desempenho reforçou a imagem de um grupo que reúne profissionais com experiência prática e conhecimento aprofundado da realidade da saúde maranhense.