
A confirmação também foi feita pelo Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que aponta a continuidade do fenômeno nos próximos meses. As estimativas indicam 63% de chance de que o El Niño alcance forte intensidade entre novembro deste ano e janeiro do próximo.
Os impactos tendem a ser sentidos de forma desigual no território brasileiro. Nas regiões Norte e Nordeste, o padrão histórico aponta redução das chuvas, cenário que pode intensificar estiagens, afetar a agricultura e pressionar o armazenamento de água.
Já no Sul do país, a tendência é inversa. Episódios de El Niño costumam elevar os volumes de precipitação, ampliando o risco de enchentes, alagamentos e transbordamento de rios, sobretudo em períodos de chuva intensa.
Especialistas alertam que o Rio Grande do Sul deve acompanhar o fenômeno com atenção no segundo semestre, principalmente entre o fim do inverno e a primavera, período em que os efeitos costumam se tornar mais evidentes.
Diante do avanço do El Niño, meteorologistas seguem monitorando a evolução do cenário. A intensidade dos impactos, no entanto, ainda dependerá da interação com outros sistemas atmosféricos que atuam sobre o país.