
De acordo com os dados, 11 estados apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de aumento no longo prazo. Estão nessa lista Acre, Alagoas, Amapá, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.
Outras 12 unidades da federação registraram interrupção no avanço ou redução dos casos, mas seguem em situação de atenção. É o caso de Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba e Rio de Janeiro.
Entre as capitais, 15 também aparecem em nível de alerta ou risco elevado para SRAG, com crescimento sustentado. Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Macapá, Maceió, Porto Alegre, Rio Branco e Salvador estão entre as cidades monitoradas. Na maioria delas, o aumento atinge principalmente crianças menores de dois anos e adolescentes de até 14 anos. Em Curitiba e Rio Branco, o avanço também alcança idosos.
O vírus sincicial respiratório segue como o principal responsável pelos casos graves e continua em expansão em estados do Nordeste, Sudeste e Sul, além de Amapá e Roraima. Mesmo onde há sinais de estabilização ou queda, como no Centro-Oeste, Acre, Pará, Espírito Santo, Paraíba e Pernambuco, os níveis de infecção ainda são considerados elevados.
A influenza A também apresenta crescimento em toda a Região Sul, além de Roraima e Rio Grande do Norte. Já os casos graves de influenza B avançam com maior intensidade em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 49,6% dos casos positivos de SRAG, seguido por rinovírus (24,5%), influenza A (20,7%), influenza B (5,7%) e Covid-19 (2%).
Entre os óbitos analisados, a influenza A lidera com 46,5%, seguida de rinovírus (18,4%), VSR (17%), influenza B (9,9%) e Covid-19 (6,8%).
Diante do cenário, especialistas reforçam medidas de prevenção como higienização frequente das mãos, uso de máscaras em locais fechados e unidades de saúde, isolamento em caso de sintomas gripais e vacinação contra influenza e VSR, especialmente para os grupos prioritários.
O boletim tem como base informações do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizadas até 30 de maio, referentes à Semana Epidemiológica 22.