
Ao comentar o tema, o parlamentar foi enfático ao afirmar: “Eu sou contra a minuta do decreto da reserva extrativista Tauá-Mirim, pelo tamanho que está na minuta”. Segundo ele, a área prevista no documento alcança 17 mil hectares.
Pedro Lucas argumenta que a dimensão territorial proposta pode comprometer a atividade portuária na capital maranhense. “Acaba com todo o complexo portuário do Maranhão. É o maior complexo portuário”, declarou.
O deputado também destacou a relevância econômica da estrutura portuária para o estado, ressaltando o volume financeiro movimentado na região. “Por lá passa 6 bilhões de dólares, é muita coisa”, afirmou.
Na avaliação do parlamentar, a manutenção do texto atual pode afetar diretamente o mercado de trabalho. “O Maranhão precisa do Porto do Itaqui, precisa da geração de empregos e a gente vai perder 50 mil empregos”, disse.
Pedro Lucas Fernandes reforçou a defesa de uma revisão na proposta e afirmou que a discussão precisa ser conduzida com responsabilidade. Segundo ele, os limites territoriais previstos devem ser reavaliados para garantir equilíbrio entre preservação ambiental, proteção das comunidades tradicionais e desenvolvimento econômico.
O debate sobre a criação da Resex Tauá-Mirim envolve diferentes setores da sociedade e tem mobilizado representantes políticos, comunidades tradicionais, ambientalistas e setores ligados à atividade portuária e industrial no Maranhão. O centro da discussão está justamente no desafio de conciliar preservação e crescimento econômico em uma área estratégica para o estado.