
Os dados mostram que somente 3,67% dos municípios alcançaram a classificação mais alta do ranking, chamada de “rumo à universalização”. A análise levou em conta indicadores relacionados ao abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, coleta de resíduos sólidos e destinação adequada do lixo urbano.
Entre as capitais, Curitiba obteve o melhor resultado e foi a única a atingir pontuação suficiente para integrar a categoria máxima do estudo. Já entre os municípios de grande porte, os destaques ficaram com Leme (SP), Balneário Camboriú (SC) e Santa Bárbara d’Oeste (SP).
Em contraste, algumas capitais da Região Norte figuram entre as piores colocadas no levantamento. Belém (PA), Macapá (AP), Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO) aparecem nas últimas posições, indicando que os avanços registrados desde a aprovação do novo marco do saneamento ainda não foram suficientes para reduzir as desigualdades regionais.
Sancionada em 2020, a Lei nº 14.026 estabeleceu como metas o acesso de 99% da população à água potável e de 90% à coleta e ao tratamento de esgoto até 2033. Para especialistas, o cumprimento desses objetivos depende da ampliação dos investimentos e do enfrentamento dos gargalos que ainda comprometem a infraestrutura de saneamento em diversas regiões do país.