
O levantamento revela que 25 unidades da Federação permanecem em patamar considerado de alerta, risco ou alto risco, com tendência de estabilidade ou crescimento no número de casos. Apenas Paraná e Santa Catarina ficaram fora desse quadro na atualização mais recente.
Entre os vírus identificados, a influenza A segue predominando nos registros de adolescentes, adultos e idosos, concentrando também a maior parte das mortes por complicações respiratórias nessas faixas etárias. Já o vírus sincicial respiratório (VSR) continua sendo o principal agente entre crianças de até dois anos, especialmente nos casos que exigem internação.
Apesar do cenário ainda crítico, o boletim aponta mudança no comportamento da doença em alguns estados. Acre, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo começaram a apresentar sinais de desaceleração ou interrupção do crescimento dos casos ligados à gripe.
A Fiocruz alerta, no entanto, que o momento ainda exige cautela. A orientação é para que pessoas com sintomas gripais evitem circulação e contato próximo com outras pessoas, como forma de reduzir o avanço das infecções.
Outra recomendação reforçada pela fundação é a vacinação contra a influenza. A imunização segue sendo considerada a principal medida para evitar agravamentos, internações e mortes durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.