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Diretor da FAMEM, Miltinho Aragão fala sobre a paralisação dos municípios ao Programa Ponto Continuando

O diretor geral da FAMEM, Miltinho Aragão, foi o entrevistado do Programa Ponto Continuando desta quinta-feira (31). Ele falou sobre as dificuldades que os prefeitos vem passando com a redução do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e sobre a manifestação que paralisou mais de 90% das prefeituras maranhenses.

A manifestação “Chega! Sem FPM não dá”, foi inciativa da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) para chamar atenção para os desafios enfrentados pelas prefeituras com a diminuição do FPM.

“Há anos não tem um reajuste dos repasses sociais. O movimento é a favor dos municípios, é lá que a população vive. As despesas não mudam, elas são permanentes, se os prefeitos estão parando é porque algo não está funcionando”, explicou o diretor.

Os prefeitos tiveram a oportunidade de se reunir com secretários e deputados estaduais, além da presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale, para tentar solucionar o problema. Nesta sexta-feira (01), acontece a reunião dos prefeitos com representantes do Congresso Nacional, no Multicenter Sebrae.

“Nosso objetivo é sensibilizar os deputados federais e senadores, eles tem um rol de prefeitos que o apoiaram. A manutenção de serviços essenciais e o pagamento da folha de servidores dependem desse recurso”, disse o diretor.

Miltinho Aragão é ex-prefeito de São Mateus e disse que gerir um município com pouco recurso é difícil. “A prefeitura precisa de recurso para pagar reajustes, como o reajuste salarial do piso de enfermagem. Quando eu era prefeito de São Mateus, eu recebia R$142 mil reais para aplicar na saúde. Só de plantão de dois médicos, o gasto era de R$120 mil. Como eu cobria ir estante das despesas? Com FPM. Então isso precisa ser solucionado”, concluiu.

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