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Brasil precisa de R$ 99,76 bilhões para recuperar rodovias, diz CNT

Um estudo divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelou que o Brasil necessita de um investimento de R$ 99,76 bilhões para reconstruir, restaurar e manter seu pavimento rodoviário. A análise destacou a situação das rodovias públicas, que representam 74,8% da malha avaliada, indicando que apenas 2,7% estão em estado ótimo, enquanto 20% foram classificadas como boas, 43,7% como regulares, 25,9% como ruins e 7,7% como péssimas.

Outro levantamento realizado anteriormente pela CNT apontou que 67,5% das rodovias pavimentadas do país estavam em más condições. Esse estudo analisou 111.502 km de trechos federais e principais vias estaduais, reforçando a precariedade da infraestrutura rodoviária nacional.

Situação crítica das pontes no Brasil 

Além das rodovias, a situação das pontes também preocupa. Dados divulgados pela imprensa mostraram que, até maio do ano passado, 727 pontes sob gestão federal estavam classificadas como “críticas” ou “ruins”. Entre elas, 130 estavam na pior condição possível, enquanto 597 eram consideradas “ruins”. O levantamento incluiu todas as pontes federais administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

O colapso recente da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que conectava Estreito (MA) a Aguiarnópolis (TO), evidenciou a gravidade da situação. O desabamento, ocorrido em 22 de dezembro, resultou na morte de pelo menos três pessoas. Segundo o Ministério dos Transportes, uma sindicância será aberta para apurar as causas do acidente e identificar eventuais responsabilidades. Enquanto isso, foi anunciado o uso de uma balsa provisória para o tráfego sobre o rio Tocantins, enquanto soluções definitivas para cargas pesadas são elaboradas.

A ponte, localizada na Transamazônica (BR-230), era um ponto estratégico na ligação entre o Nordeste e a Amazônia. Apesar de manutenções recentes e um contrato de R$ 3,5 milhões entre 2021 e 2023, o DNIT informou que um edital lançado em 2024 para a reabilitação da estrutura não recebeu propostas de empresas interessadas. Os recursos anteriores foram aplicados em reparos de vigas, lajes, passeios e pilares, mas não foram suficientes para evitar a tragédia, destacando a urgência de melhorias na infraestrutura nacional.

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