
Em algumas dessas cidades, o aumento das internações está concentrado entre crianças pequenas. É o caso de Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Já em Manaus e Rio Branco, além de Belo Horizonte e Florianópolis, também há avanço das ocorrências entre idosos.
Embora o cenário ainda exija atenção, o levantamento aponta que os casos de SRAG começaram a apresentar uma desaceleração no país após quase cinco meses seguidos de crescimento. A mudança de tendência está relacionada ao recuo das hospitalizações por influenza A e influenza B e ao aumento mais lento das internações provocadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR).
Mesmo com a queda observada em nível nacional, seis estados continuam em situação de alerta: Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. No Amazonas, o crescimento de casos entre idosos está associado, possivelmente, ao aumento das internações por Covid-19.
A Fiocruz também identificou que os casos de SRAG ligados ao VSR seguem em alta em toda a Região Sul, além de Minas Gerais, São Paulo e Roraima. Nas demais unidades da federação, a tendência é de estabilidade ou redução.
Em relação à influenza A, o período de maior circulação do vírus já foi superado em grande parte do país, embora Acre, Minas Gerais, Paraná, Roraima e São Paulo ainda apresentem níveis elevados de casos graves. Já a influenza B continua avançando em estados como Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Em contrapartida, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo já registram sinais de estabilização ou queda.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 55,9% dos casos positivos de SRAG, seguido pelo rinovírus (23,3%), influenza A (12,7%), influenza B (8,4%) e Covid-19 (2,2%). Entre os óbitos, a influenza A aparece como o principal agente identificado, representando 33,1% dos registros.
Apesar do início de redução das internações, a Fiocruz recomenda que a população mantenha as medidas de prevenção, como a vacinação em dia, a higienização frequente das mãos, o isolamento em caso de sintomas respiratórios e o uso de máscara quando necessário.
O boletim é elaborado com base em informações do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe e reúne dados atualizados até 4 de julho, referentes à Semana Epidemiológica 26.