
O levantamento aponta que o problema se agravou no último ano. Em 2024, o percentual de empresas sem acompanhamento financeiro instantâneo era de 55%. Ao fim de 2025, o índice avançou para 63%, registrando alta de oito pontos percentuais.
A pesquisa mostra que a digitalização dos pagamentos mudou a rotina das empresas. Atualmente, 86% utilizam o Pix e 71% fazem uso de cartões corporativos. Apesar da agilidade proporcionada pelas ferramentas digitais, muitas organizações ainda não conseguem acompanhar as movimentações financeiras na mesma velocidade.
Outro dado que chama atenção é que 60% das empresas não monitoram nem aprovam despesas em tempo real. Segundo o estudo, o modelo de controle baseado no fechamento mensal das contas já não atende à dinâmica atual das transações, aumentando o risco de decisões tomadas com informações desatualizadas.
O levantamento também identificou fragilidades na gestão dos cartões corporativos. Em 58% dos negócios, as operações estão concentradas em apenas um ou dois cartões, enquanto 51% das empresas não estabelecem limites de gastos por setores ou finalidades específicas.
Além disso, a dispersão das despesas entre diferentes instituições financeiras e meios de pagamento dificulta a consolidação dos dados e mantém muitos processos dependentes de planilhas.
Como alternativa para melhorar a governança financeira, a pesquisa aponta o uso de cartões virtuais, que permitem separar despesas por equipes e projetos, oferecendo maior controle e transparência sobre os gastos.
O estudo também revela uma mudança no papel do crédito dentro das empresas. Atualmente, 37% dos negócios utilizam crédito para financiar investimentos planejados, indicando uma gestão financeira cada vez mais voltada para estratégias de crescimento.