
Os quesitos para o adiamento da reunião, segundo a senadora, foi por “falhas técnicas de áudio”, seguido de “atraso da reunião” que teria tolerância de 30 minutos para acontecer. Segundo o senador Roberto Rocha, a questão do tempo se aplica somente ao plenário e não às comissões. Mesmo assim, Eliziane continuou insistindo no adiamento da reunião.
Por último alegou a representatividade proporcional de outros partidos, até chegar ao seu objetivo principal: suspender a implantação da comissão que investigará a real situação dos ferryboats no Maranhão.
“O artigo 78da Constituição Federal diz que os membros das comissões serão designados pelo presidente por indicações, escritas, dos respectivos líderes, assegurada a participação proporcional das representações partidárias e dos blocos parlamentares com atuação no Senado Federal. Dito isso, peço a suspensão desta sessão até que os blocos parlamentares desta casa assegurem a indicação de seus membros nesta comissão”, disse Eliziane.
Mesmo sabendo da urgência e da importância do caso que os seus conterrâneos e eleitores sofrem, Eliziane pareceu não se importar. Foi alertada pelo senador Robert Bringel, que explicou que a definição de proporcionalidade cabe à presidência do Senado, e não à presidência da comissão. A senadora não deu ouvidos, e jogou pra frente mais uma possível solução para o caos instalado no sistema de ferry do Maranhão.