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Onda de calor faz demanda por energia subir 6,2% em setembro

As altas temperaturas registradas em setembro em todo o país refletiram no bolso do consumidor. As contas de energia — que chegaram no começo de outubro — vieram com reajuste para a maior parte das unidades e o país encerrou o último mês com aumento de 6,2% na demanda com relação a 2022. Isso representa uma carga média de 68.306 megawatts, conforme dados divulgados pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Aparelhos de ar-condicionado ligados por mais tempo, principalmente nas casas e em comércios de pequeno e médio porte, fizeram com que o consumo de energia nesses locais chegasse a 43.091 MW.

Maior demanda no comércio e serviços

O levantamento da CCEE mostra que as maiores taxas de aumento de consumo de energia foram registradas no comércio — com alta de 15,1% — e nos serviços, aumento de 11,6% em relação a 2022.

Mas o que fez a temperatura subir tanto?

O calorão fora de época foi causado, segundo a meteorologista Andrea Ramos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), pelo fenômeno El Niño.

De acordo com OMM (Organização Meteorológica Mundial) os últimos três meses foram os mais quentes já registrados, com temperaturas ultrapassando os 41ºC, mesmo no inverno.

Fonte: Brasil 61

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