
A obra, iniciada em caráter emergencial nove dias após o desabamento que deixou 14 mortos, conta com mais de 300 trabalhadores atuando em dois turnos. O investimento federal é de aproximadamente R$ 171 milhões. O ritmo acelerado é atribuído à produção paralela de elementos pré-moldados: 2.062 pré-lajes e 45 vigas, todas já instaladas. Aduelas de 4,5 metros, em ambos os lados do rio, aguardam concretagem, enquanto as frentes de trabalho avançam no acabamento, com tratamento do concreto e instalação de guarda-corpos.
A ponte original, Juscelino Kubitschek de Oliveira, tinha 533 metros e era usada desde a década de 1960. Sua queda provocou impactos logísticos imediatos: entidades como a Aprosoja e a Acisape relataram riscos de aumento no custo do frete e prejuízos ao escoamento de cargas, já que o trecho recebia mais de 2 mil carretas por dia.
Com a interrupção da travessia, motoristas passaram a usar rotas alternativas extensas, incluindo desvios pelas TO-126, TO-201 e TO-134, ou travessias por balsa entre Carolina (MA) e Filadélfia (TO). A liberação da nova ponte deve encerrar esse cenário provisório.
Moradores de Estreito acompanham de perto a retomada da obra e aguardam o retorno da travessia tradicional. Nos canteiros, trabalhadores destacam o esforço conjunto para antecipar etapas e garantir a entrega da estrutura com segurança.
Quando concluída, a ponte restabelecerá a ligação direta entre Tocantins e Maranhão e fortalecerá novamente um dos eixos rodoviários mais importantes do país.