Blog do Rogério Silva - Notícias em tempo real

Três estados têm alta de casos de SRAG, aponta Fiocruz

O Brasil registrou 141.009 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) desde o início de 2026. Desse total, 54% tiveram confirmação laboratorial de algum vírus respiratório. Os dados fazem parte do novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, que identificou tendência de alta nos casos graves em três estados: Alagoas, Mato Grosso e Roraima.

O cenário de maior atenção está entre o público infantil. Em Mato Grosso e Roraima, o crescimento das ocorrências está concentrado principalmente em crianças de 2 a 4 anos. Em Alagoas, a elevação aparece entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos.

O rinovírus é considerado, até o momento, o principal agente associado aos casos nessas faixas etárias. A Fiocruz ressalta, porém, que os resultados laboratoriais disponíveis ainda não permitem confirmar de forma suficiente quais vírus estão provocando o aumento.

Roraima também se destaca pelo nível elevado de circulação de SRAG. O estado está entre as unidades da Federação com incidência classificada como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

Além de Alagoas, Mato Grosso e Roraima, outros oito estados permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco, embora sem tendência de crescimento no período mais longo analisado. A lista inclui Amazonas, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Sergipe.

Nas demais faixas etárias, o comportamento é diferente. A redução dos casos entre menores de 2 anos está relacionada principalmente à queda das internações por vírus sincicial respiratório (VSR). Entre os demais grupos, a retração é atribuída à diminuição das hospitalizações causadas pela influenza.

O boletim aponta ainda que a temporada de circulação da influenza A já perdeu força no país. Com isso, os registros de casos graves provocados pelo vírus estão baixos na maioria dos estados. A exceção é Roraima, que mantém índices elevados de SRAG.

Nas capitais, quatro cidades apresentam simultaneamente níveis de atividade considerados de alerta, risco ou alto risco e tendência de crescimento no longo prazo: Aracaju (SE), Belém (PA), Boa Vista (RR) e João Pessoa (PB).

Em relação aos vírus identificados nos casos de SRAG registrados em 2026, o VSR aparece como o mais frequente, responsável por 42% dos resultados positivos. O rinovírus responde por 30,4%, enquanto a influenza A representa 17,9%. A influenza B aparece em 5,4% e o Sars-CoV-2, causador da Covid-19, em 3,9%.

Apesar dos sinais de aumento em parte do país, os indicadores de SRAG apresentam comportamentos distintos conforme a região e a faixa etária. Para a Covid-19, a incidência permanece baixa em todas as unidades da Federação.