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Gastos públicos no Brasil superam R$ 4,2 trilhões em 2025 

O gasto público brasileiro ultrapassou a marca de R$ 4,2 trilhões em 2025, segundo dados da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. Desse total, R$ 1,1 trilhão corresponde à Previdência Social, que continua sendo o item mais pesado do orçamento, consumindo quase um terço das despesas nacionais.

A informação pode ser consultada na plataforma Gasto Brasil, uma ferramenta da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), desenvolvida em parceria com a Associação Comercial e Empresarial de São Paulo (ACSP)

O montante trilionário evidencia o avanço dos gastos da União, estados e municípios em um cenário delicado. O Executivo federal tenta flexibilizar regras do arcabouço fiscal para abrir espaço a novas despesas com pessoal e benefícios tributários em 2026.

No entanto, a norma impede esse tipo de ampliação caso a União encerre 2025 com déficit primário, cenário que, segundo os dados mais recentes, é o mais provável.

Até setembro, o déficit acumulado atingiu R$ 100,9 bilhões, e a IFI calcula que será necessário um esforço fiscal adicional de R$ 27,1 bilhões no último trimestre para atingir as metas estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Mesmo assim, as fontes de financiamento público, aumento de tributos e endividamento, já mostram sinais claros de esgotamento.

Entre as despesas obrigatórias, apenas o Programa Bolsa Família registrou queda real de 8,5% nos desembolsos, somando R$ 108 bilhões entre janeiro e agosto. As demais áreas com controle de fluxo tiveram aumento real no mesmo período, reforçando o desafio de conter gastos.

Para a IFI, reequilibrar as contas públicas é uma das prioridades urgentes da agenda nacional.

Reforma do Imposto de Renda – O relatório também analisa os efeitos fiscais do Projeto de Lei nº 1.087/2025, que altera a tributação sobre a renda. A proposta aprovada pela Câmara ampliou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, elevando ainda o teto do redutor para R$ 7.350.

As mudanças, no entanto, reduziram parte das compensações previstas. A IFI calcula um impacto líquido negativo de cerca de R$ 1 bilhão, enquanto as estimativas oficiais indicam uma pequena perda de arrecadação, próxima de R$ 0,5 bilhão.

Segundo o órgão, a combinação entre queda de receita, despesas crescentes e esgotamento das fontes de financiamento exige medidas imediatas para preservar o equilíbrio fiscal do país.

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