
Nordeste sente mais os efeitos da irregularidade das chuvas – O panorama mais delicado se concentra no Nordeste. Estados como Bahia, Piauí (especialmente o centro-sul), Maranhão (regiões centrais) e o oeste de Pernambuco devem registrar volumes de chuva abaixo do padrão esperado para o mês. Apenas áreas pontuais do litoral e do norte nordestino — incluindo trechos da Paraíba, Alagoas, Ceará e do norte maranhense — tendem a escapar desse quadro, com precipitações ligeiramente acima da média.
Além da escassez de chuva, o calor ganha força. A previsão indica aumento de temperatura superior a 1 °C em partes do sul do Piauí, Bahia e sul do Maranhão, reforçando o risco de estresse térmico, sobretudo nas lavouras dependentes das chuvas.
Agricultura nordestina enfrenta desafios – No campo, o cenário preocupa. A irregularidade das precipitações pode comprometer cultivos de sequeiro, como milho e feijão, tradicionais em diversas áreas do Nordeste. Em contrapartida, regiões litorâneas e mais úmidas do norte da região tendem a manter boas condições para a fruticultura irrigada, que pode se beneficiar do calor, desde que haja manejo adequado da água.
Norte, Centro-Oeste e Sul com chuva acima da média – Enquanto o Nordeste enfrenta restrições, grande parte do Norte, Centro-Oeste e Sul do país deve registrar chuvas acima da média histórica. No Norte, estados como Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e áreas do Pará podem receber até 50 mm extras, favorecendo o desenvolvimento das lavouras, embora o calor elevado exija cuidados adicionais.
No Centro-Oeste, o destaque positivo vai para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde o excesso de chuva tende a impulsionar as lavouras da primeira safra. Já o leste de Goiás pode enfrentar déficit hídrico.
Sudeste e Sul têm cenários contrastantes –O Sudeste apresenta um desenho desigual: São Paulo e o sul de Minas Gerais devem ter chuva acima da média, beneficiando culturas como cana, café e grãos. Em sentido oposto, áreas do centro-norte mineiro, Espírito Santo e Rio de Janeiro podem sofrer com menor umidade do solo.
No Sul, a previsão é amplamente favorável, com volumes elevados de chuva e temperaturas próximas da média. Exceções pontuais aparecem no centro-oeste de Santa Catarina e no extremo sul do Rio Grande do Sul, onde o tempo mais seco pode, inclusive, favorecer o arroz irrigado e outras operações agrícolas.